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Dollhouse

Dollhouse é uma série da Fox criada por Joss Whedon, criador de Buffy, A Caça Vampiros, Angel e Firefly e atual diretor do filme Os Vingadores, a série tem como protagonista Eliza Dushku, a Faith de Buffy/Angel e da série Tru Calling, e Tahmoh Penikett da série Battlestar Galactica, ela possui duas temporadas de 13 episódios mais um especial que saiu junto com o box da primeira temporada, totalizando 27 episódios.

Dollhouse é uma série de ficção-cientifica que contem um trama original e muito bem elaborada, Dollhouse é o nome de uma organização que oferece a clientes saudáveis qualquer tipo de companhia que precisem, por um alto preço. A companhia oferecida são de jovens moças e rapazes que aceitaram ter suas mentes apagadas para poderem ter a personalidade desejada pelos clientes impressa em suas mentes. A Dollhouse é uma organização secreta que apenas aspessoas mais ricas e poderosas do mundo tem acesso, ela tem filiais em diversas cidades espalhadas pelo mundo, a série se foca na Dollhouse Los Angeles, uma das três casas que existem nos Estados Unidos.

A primeira temporada pode ser separada em dois atos distintos, cada um com seu próprio ritmo e narrativa, inicialmente em seus 5 primeiros episódios, somos apresentados a Echo (Eliza Dushku) e sua rotina como “boneca,” hora realizando fantasias de pessoas ricas, hora sendo contratada para resolver casos como detetive ou até mesmo agir como uma cega para se infiltrar em uma seita, e ao Paul Ballard (Tahmoh Penikett) um agente do FBI convicto que a Dollhouse existe e dedica sua vida para desmascarar essa organização que considera ser exploradora de trabalho escravo. Esses primeiros episódios têm uma narrativa bastante arrastada e em diversos momentos cansativa, servindo apenas como um prólogo bastante demorado para nos apresentar os personagens que no decorrer da história terão participações importantes. A construção da série em seus primeiros episódios peca em vários momentos, ela não consegue prender o espectador, já que não há evolução em sua história e muito menos interligação entre os acontecimentos anteriores com a atual personalidade da Echo, essa escolha de nos apresentar o cotidiano da organização foi uma escolha proposital, porem, apenas é compreendida pelo espectador ao final da temporada, onde olhamos para trás e vemos que todos esses episódios gastos valeram sim a pena, entretanto, um espectador comum acha bastante chato e cansativo, e pararia de acompanhar a série no máximo no quarto episódio, eu mesmo reconheço que acompanhei de teimoso, pois a vontade de parar de assistir foi imensa. E ainda bem que não parei de ver…

Apenas no segundo ato da primeira temporada que a série ganha um ótimo ritmo e a cada episódio apresenta uma imensa evolução, não apenas na história, mas também nos personagens, que apesar deles não terem personalidades, somos apresentados aos seus passados antes deles entrarem na Dollhouse, assim como somos apresentados a teorias da conspiração, sendo seu principal foco a Corporação Rossum, empresa que desenvolveu a tecnologia de impressão mental, com seus objetivos escusos em torno seus operativos e para com o mundo. O grande destaque no segundo ato é a inclusão do vilão da série, Alfa (Alan Tudvk, de filmes como Serenity, Eu Robô e Os Indomáveis), um ex-operativo que por causa de um “defeito” em seu córtex cerebral não conseguia apagar as personalidades impressas em seu cérebro, o que o tornou maluco com um grave caso de múltiplas (centenas) personalidades, e graças a essas personalidades, ele se tornou o ser humano perfeito, já que possui inúmeras habilidades que vão desde conhecimentos sobre física quântica até maestria em armas de fogo e combate corporal, a atuação de Tudvk é algo que merece destaque, conseguindo atuar com várias personalidades ao mesmo tempo, saindo de um cientista recluso, até chegar a um serial killer e passando por um inocente homossexual na mesma cena, além de ter diálogos com suas próprias personalidades, e é bom ver como sua gestual se altera de acordo com a personalidade.

Alfa consegue impregnar um bom ritmo de perigo e urgência na série que não se limita mais em apenas mostrar os “programas” que a Echo faz com seus clientes, e sim temos uma maior interação dela com os outros operativos, algo que ficou faltando no primeiro ato. Esses episódios conseguem prender a atenção do espectador e deixá-los ansiosos para o próximo episódio. Além do Tudvk, apenas a Eliza tem um atuação digna de nota, ela convence bem como uma boneca sem personalidade e não compromete quando uma personalidade é impressa em sua personagem, o restante dos atores tem apenas uma atuação média no mesmo nível das dezenas de outras séries que existem por aí, ou seja, nada de destaque e também nada de grave que possa prejudicar o andamento.

A partir daqui contem spoiler, leia sobre sua conta e risco!

Em seu lançamento em DVD/Blu-Ray da primeira temporada, temos como extra o piloto que é um pouco diferente do primeiro episódio, e um episódio extra chamado “Epitáfio: Um” onde somos apresentados ao futuro da série, o que na verdade é um imenso spoiler para o meio da segunda temporada, a história se passa em uma Los Angeles pós-apocaliptica, onde a Corporação Rossum fez ligações em massa para imprimir a mente de pessoas comuns para transformá-las em assassinos sem mentes ou apenas para apagar suas mentes, dividindo assim o mundo entre as pessoas que atenderam o telefone, e as que não atenderam, nesse episódio acompanhamos a história de 3 novos sobreviventes, Griff, Mag e Zone, que se juntam ao elenco regular da série no meio da segunda temporada, e uma garotinha com a personalidade da Echo impressa, apesar do episódio ser meio que um resumo da primeira temporada, ela dá uma nova perspectiva a série, nos mostrando que aquele ambiente controlado e seguro apresentado em toda a primeira temporada iria desmoronar da pior maneira possível.

A segunda temporada se inicia com o mesmo ritmo que a primeira terminou, porem com novos elementos, como o fato de Paul Ballard agora ser o agente responsável por cuidar da Echo na Dollhouse, nessa parte da história, o roteiro tira um pouco o foco dos “programas” que os operativos fazem para poder explorar mais a parte de ficção-cientifica e a conspiração entre a Corporação Rossum e as forças armadas, como a criação do soldado perfeito. A grande jogada dessa temporada é a habilidade adquirida pela Echo de conseguir acessar sua verdadeira personalidade além de não apagar as personalidades impressas em sua mente, mas ao contrário do Alfa, Echo consegue controlar bem todas as suas personalidades. Com a Echo conseguindo acessar sua verdadeira personalidade, vários episódios utilizam o recurso do flashback, nos mostrando os motivos dela odiar a Corporação Rossum e o porque dela aceitar trabalhar na Dollhouse, em determinado ponto da temporada, a história fica bastante intrincada e difícil de captar certas pontas soltas, mas que ao final da série temos as respostas de forma clara e objetiva. Uma coisa curiosa na série, é que ela termina e não deixa quase nenhuma ponta solta sem resposta, é uma série redondinha com início, meio e fim. O destaque da segunda temporada fica por conta da volta de Alfa, dessa vez ajudando a combater a Corporação Rossum e aos últimos episódios que se passam no cenário pós-apocaliptico que foi muito bem filmado.

Em resumo, Dollhouse foi uma das melhores séries de ficção-cientifica dos últimos anos, veio para mim, preencher o hiato deixado por Arquivo X, apesar de seu início bem fraco, ela cresce exponencialmente e termina de forma fantástica, foi uma pena que devido seu inicio fraco tenha espantado boa parte da audiência, mas seguindo o exemplo de Firefly, a série teve uma boa resposta na venda de Home Video (DVD/Blu-Ray) superando a expectativa de vendas da Fox, ela se tornou mais um daqueles casos de séries que fizeram mais sucesso após o cancelamento do que quando era exibida regularmente.

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17/09/2011 - Posted by | Séries | , , ,

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