Star Smuggler!

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Filmes 2013

Filmes lançados comercialmente no Brasil em 2013 com suas respectivas notas (em ordem alfabética).

Nota 5

A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty)
Azul é a Cor Mais Quente (La Vie D’Adéle)
Capitão Phillips (Captain Phillips)
Círculo de Fogo (Pacific Rim)
Detona Ralph (Wreck-It Ralph)
Expedição Kon-Tiki (Kon-Tiki)
Gravidade (Gravity)
Muito Barulho Por Nada (Much Ado About Nothing)
Rush – No Limite da Emoção (Rush)

Nota 4,5

A Viagem (Cloud Atlas)
É O Fim (This Is The End)
Lincoln
Mama
O Hobbit: A Desolação de Smaug (The Hobbit: The Desolation of Smaug)
O Voo (Flight)
Os Jogos Vorazes – Em Chamas (The Hunger Games: Catching Fire)
Os Miseráveis (Le Miserables)
Thor: O Mundo Sombrio (Thor: The Dark World)
Velozes e Furiosos 6 (Fast abd Furious 6)

Nota 4

42 – A História de Uma Lenda (42)
Além da Escuridão – Star Trek (Star Trek – Intro Darkness)
As Sessões (The Sessions)
Elysium
Guerra Mundial Z (World War Z)
Indomável Sonhadora (Beasts of the Southern Wild)
O Grande Gatsby (The Great Gatsby)
O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook)
O Lugar Onde Tudo Termina (The Place Beyond The Pines)
Oz: Mágico e Poderoso (Oz: Might and Powerfull)
Reino Escondido (Epic)
Wolverine Imortal (The Wolverine)

Nota 3,5

Anna Karenina
Ataque À Casa Branca (Olympus Has Fallen)
Byzantium
Chamada de Emergência (The Call)
Drug War (Du Zhan 毒戰)
Europa Report
Invocação do Mal (The Conjuring)
Liga da Justiça – Ponto de Ignição
Machete Mata! (Machete Kills)
Matador de Aluguel (Killer Joe)
O Fim do Mundo (The World’s End)
O Mistério da Passagem da Morte (The Dyatlon Pass Incident)
Os Suspeitos (Prisioners)
Passion
Rurouni Kenshin – Cronicas de um Espadachim da Era Meiji
Terapia de Risco (Side Effects)

Nota 3

A Família (The Family)
A Maldição de Chucky (The Curse of Chucky)
As Bem-Armadas (The Heat)
Bem-Vindo aos 40 (This Is 40)
Blind Detective (Man Tam)
Caça aos Gângsters (Gangster Squad)
Como Não Perder Essa Mulher (Don Jon)
Django Livre (Django Unleashed)
Educazione Siberiana
Família do Bagulho (We’re The Millers)
G.I. Joe – Retaliação (G.I. Joe – Retaliation)
Homem de Ferro 3 (Iron Man 3)
Jack Reacher: O Último Tiro (Jack Reacher)
Kiss of the Damned
Man of Tai Chi
O Ataque (White House Down)
O Homem de Aço (Man of Steel)
O Sistema (The East)
O Último Desafio (The Last Stand)
O Verão de Minha Vida (The Way Way Back)
Oblivion
Os Amantes Passageiros (Los Amantes Pasajeros)
Os Croods (The Croods)
Os Escolhidos (Dark Skies)
Os Estagiários (The Internship)
Professor Peso Pesado (Here Cames the Boom)
RED 2 – Aposentados e Ainda Mais Perigosos (RED 2)
Sacrafício (Zhao shi gu er)
Segredos de Sangue (Stoker)
Sete Psicopatas e Um Shih Tzu (Seven Psychopaths)
Um Truque de Mestre (Now You See Me)
Universidade Monstros (Monsters University)

Nota 2,5

A Gangue de Hollywood (The Blind Ring)
A Hospedeira (The Host)
Amanhecer Violento (Red Dawn)
Aposta Máxima (Runner, Runner)
Batman: O Cavaleiro das Trevas Retorna – Pt.2
Doce Vingança 2 (I Spit On Your Grave 2)
Dose Dupla (2 Guns)
Dragon Ball Z – A Batalha dos Deuses (DBZ Battle of Gods)
Hitchcock
Homem de Ferro: A Batalha Contra Ekequiel Stane
Inimigos de Sangue (Welcome to the Punch)
Jack – O Caçador de Gigantes (Jack the Giant Slayer)
Kick Ass 2
Lista dos Prazeres (The To Do List)
Lovelace
Maniac
No One Lives
O Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger)
Riddick 3 (Riddick)
Sem Dor, Sem Ganho (Pain & Gain)
Sexy Evil Genius
Somos o Que Somos (We Are What We Are)
Uma Noite de Crime (The Purge)

Nota 2

3096 Dias (3096 Tage)
A Morte do Demônio (Evil Dead)
Augustine
Aviões (Planes)
Compulsion
Conexão Perigosa (Paranoia)
Contagem Regressiva (Hours)
Empire State
Escudo de Palha (Wara no Tate)
Jobs
Martelo dos Deuses (Hammer of the Gods)
Meu Malvado Favorito 2 (Despicable Me 2)
Meu Namorado é um Zumbi (Warm Bodies)
O Acordo (Snitch)
O Assassino do Alaska (The Frozen Ground)
O Massacre da Serra-Elétrica (Texas Chainsaw Massacre)
Percy Jackson e o Mar de Monstros (Percy Jackson: Sea of Monsters)
R.I.P.D. Agentes do Além (R.I.P.D. Rest in Peace Departament)
Se Beber, Não Case – Parte III (The Hangover Part III)
Superman Sem Limites (Superman Unbound)
Turbo
Um Bom Dia Para Morrer (A Good Day to Die Hard)
Uma Ladra Sem Limites (Identity Thief)
Viagem Sem Volta (Magic Magic)

Nota 1,5

A Fuga do Planeta Terra (Escape From Planet Earth)
Depois da Terra (After Earth)
Embrace of the Vampire
João e Maria – Caçadores de Bruxas (Hansel & Gretel)
O Mestre (The Master)
Os Smurfs 2 (The Smurfs 2)
Spring Breakers – Garotas Perigosas (Spring Breakers)
The Canyons
The Colony

Nota 1

Finalmente 18 (21 and Over)
Minha Mãe é Uma Peça – O Filme
Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos

Nota 0,5

Todo Mundo em Pânico 5 (Scary MoVie)

Nota 0

Para Maiores (Movie 43)

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26/12/2013 Posted by | Cinema | Deixe um comentário

Ranking de Filmes 2012

O ano de 2012 foi ótimo para o cinema, vários filmes de qualidade de bastante gêneros  eis meu top de filmes lançados comercialmente no Brasil em 2012 (Nos cinemas e em vídeo, e também filmes que ainda não estrearam no brasil, caso estreiem ano que vem, ele entrará no ranking do próximo ano).

Obra-Prima

01. Os Vingadores (The Avengers)

Nota 5/5

02. Drive
03. A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)
04. O Segredo da Cabana (The Cabin in the Woods)
05. Guerreiro (Warrior)
06. 007 Operação Skyfall (Skyfall)
07. O Espião Que Sabia Demais (Tinker Tailor Soldier Spy)
08. Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (The Girl with the Dragon Tattoo)

Nota 4,5/5

09. Shame
10. As Aventuras de Tintin (The Adventures of Tintin)
11. Looper – Assassinos do Futuro (Looper)
12. Marcado Para Morrer (End of Watch)
13. Moonrise Kingdom
14. Prometheus
15. Cavalo de Guerra (War Horse)
16. Jogos Vorazes (The Hunger Games)

Nota 4/5

17. O Testamento de Nobel (Nobel’s Last Will) – Não estreou no Brasil –
18. Anjos da Lei (21 Jump Street)
19. Poder Paranormal (Red Lights)
20. Na Estrada (On The Road)
21. A Dama de Ferro (The Iron Lady)
22. Operação Invasão (The Raid Redemption)
23. Um Lugar ao Sol (A Place in the Sun) – Não estreou no Brasil –
24. Juan de los Muertos – Não estreiou no Brasil –

Nota 3,5/5

25. Lola (LOL)
26. Upside Down
27. Iron Sky – Não estreiou no Brasil –
28. O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rise)
29. Poder Sem Limite (Chronicles)
30. Red Tails – Não estreiou no Brasil –
31. Magic Mike
32. Homens de Preto 3 (MIB³)
33. The Divide – Não estreiou no Brasil –
34. Guerra é Guerra (This Mean War)
35. A Hora da Escuridão (The Darkest Hour)
36. Brilho (Hell)
37. A Guerra das Flechas (Choi-jong Byeong-gi Hwal) – Não estreiou no Brasil
38. O Espetacular Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man)
39. Os Infratores (Lawless)

Nota 3/5

40. O Vingador do Futuro (Total Recall)
41. Mercenários 2 (Expendables 2)
42. A Escolha Perfeita (Pitch Perfect)
43. Resident Evil: Condenação (Resident Evil: Damnation)
44. Sombras da Noite (Dark Shadow)
45. Na Sombra do Inimigo (Alex Cross)
46. Paul
47. Valente (Brave)
48. Busca Implacável (Taken 2)

Nota 2,5/5

49. Cosmópolis (Cosmopolis)
50. O Legado Bourne (Bourne Legacy)
51. À Beira do Abismo (Man on a Ledge)
52. Rock Of Ages: O Filme
53. Procura-se Um Amigo Para o Fim do Mundo (Seeking a Friend for the End of the World)
54. Batman, O Retorno Cavaleiro das Trevas Pt.1 (Batman The Dark Knight Return Pt.1)
55. A Casa Silenciosa (The Silent House)
56. The Front Line (Go-Ji-Jeon)
57. Juventude em Fúria (Hersher)
58. O Despertar (The Awakening)
59. A Toda Prova (Haywire)

Nota 2/5

60. John Carter: Entre Dois Mundos (John Carter)
61. Exit Humanity
62. God Bless America – Não estreiou no Brasil –
63. A Mulher de Preto (Woman in Black)
64. Morte Por Encomenda (Premium Rush)
65. Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras (A Game of Shadows)

Nota 1,5/5

66. Beleza Adormecida (Sleeping Beauty)
67. American Pie: O Reencontro (American Reunion)
68. Super
69. Filha do Mal (The Devil Inside)
70. Branca de Neve e o Caçador (Snow White and the Hunterman)

Nota 1/5

71. Sequestro no Espaço (Lockdown)
72. Espelho, Espelho Meu (Mirror Mirror)
73. Projeto X – Uma Festa Fora de Controle (Project X)
74. Battleship – A Batalha dos Mares (Battleship)
75. Holy Motors
76. Anjos da Noite: O Despertar (Underworld: Awakening)

Nota 0,5/5

77. Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros (Abraham Lincoln Vampire Hunter)
78. Plano de Fuga (Get The Gringo)
79. Fúria de Titãs 2 (Wrath of Titans)
80. Piranha 2 (Piranha 3DD)
81. O Pacto (Seeking Justice)

Lixo Total Nota 0/5

82. Motoqueiro Fantasma 2: Espírito da Vingança (Ghost Rider 2: Spirit of Vengeance)
83. As Aventuras de Agamenon, o Repórter

29/12/2012 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Filmes Recentes

O Espetacular Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man) – Lembro que em 2002, quando o filme do Homem-Aranha estreou eu o assisti duas vezes no cinema, uma com a galera toda junta, e a outra em um programa a dois, e lembro que na época fiquei maravilhado, o filme era ótimo, era o início dos filme da Marvel nos cinemas, antes dele teve o igualmente bom X-Men. O Homem-Aranha dirigido pelo Sam Raimi teve outras duas continuações, o excelente segundo filme, e a porcaria de um terceiro que matou as chances de uma continuação, o filme foi um fracasso, além de ruim demais. Eis então que a Sony teve uma idéia a qual ela achou excelente! “Vamos fazer um reboot do HA!” Falou algum executivo. “Ótima idéia, vamos ganhar milhões!” Outro executivo deve ter dito. E assim, 10 anos após o início de uma saga, 3 filmes são jogados na privada para que o reinicio possa ver a luz do dia.

O “Espetacular Homem-Aranha” teve alguns acertos, porém ele falha mais do que acerta, o principal problema do filme é sua história, ela tem muitas pontas soltas e os acontecimentos simplesmente “acontecem,” o que para mim ficou evidenciado que por culpa dos executivos da Sony em fazer um filme com um ritmo mais ágil, o que realmente aconteceu já que ele segue o mesmo ritmo em seus três atos, houve muitos cortes no filme de cenas explicativas, já que se pegarmos todos os trailers e spots que foram lançados, há pelo menos 5 cenas cortadas, cenas essa de interação Peter/Stacy e Peter/Connor. E graça a isso, o desenvolvimento dos personagens foi porcamente elaborado, o Dr. Connors, o Lagarto, simplesmente fica com múltiplas personalidades do nada, e volta ao normal do nada, sempre deixando suas motivações ocultas ao espectador, de todos os filmes de herói da Marvel, ele foi o vilão que pior foi construído, temos q impressão de que foi jogado na tela de qualquer jeito. Mas o filme tem seus pontos positivos, Garfield está muito bem como Homem-Aranha, ele conseguiu dar o toque cômico e de seriedade na medida certa, como no Aranha dos quadrinhos, o único porem dele para mim é que ele aceita numa boa os novos poderes como se fosse algo super natural. Já a Stacy ficou perfeita no papel, os dois juntos tem uma ótima química e estou ansioso para o próximo filme do Aranha.

O filme pode não ser essa maravilha toda, longe disso, é inferior aos dois primeiros do Sam Raimi, mas conseguiu alcançar o objetivo que se propôs, de fazer com que o público esqueça os filmes anteriores e compre a idéia de reboot, nisso a Sony conseguiu com louvor, e que venha o 2.
Nota 3/5

O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises) – A trilogia do Cavaleiro das Trevas escrita e dirigida por Nolan, nos entrega o que há de melhor e pior no ser humano, indo desde toda a crueldade que uma pessoa doente é capaz de cometer, até a extrema compaixão que temos nos momentos de mais profunda crise. A trilogia conta a saga de Batman, com sua origem, queda e ascensão

No primeiro filme, Batman Begins, vemos Bruce Wayne (Christian Bale), como um símbolo de esperança para uma cidade decadente, no Cavaleiro das Trevas temos sua consolidação como herói da cidade e no final sua queda, e em Ressurge vemos sua redenção ao salvar uma cidade que o abandonou.

O filme é muito bom, tem um clima bem truncado e violento em certos pontos, tem boas cenas de ação, mas nada nesse mundo é perfeito, há muitas coisas que o atrapalhou, Nolan apesar de ser um ótimo diretor, às vezes peca muito no desenvolvimento da história, ele quebra muito o ritmo do filme várias vezes durante a exibição, acho que sofrendo do mesmo mal de Homem-Aranha, Nolan falou que a primeira edição do filme tinha mais de 3h, logo muitas cenas foram cortadas para ficarem as 2:40h de filme. Sofre também com alguns diálogos sofríveis, não há como se esquecer do clássico dialogo em Begins quando Batman fala para Rachel: “Você foi envenenada, mas fique calma.” Nesse vemos diálogos clichês como: “Você é o mal em pessoa.” e alguns piores. E nem quero entrar nos fatos impossíveis como curar uma vértebra deslocada com um soco, e dias depois já estar de pé e fazendo exercícios. Outro ponto negativo do filme é o excesso de tramas, há pelo menos três sub-tramas que poderiam ser retiradas do filme e não atrapalharia em nada o andamento do mesmo, são elas a sub-trama mequetrefe do tenente de polícia, a dos órfãos e o do concorrente que queria as Industrias Wayne para ele, o curioso é a parte dos órfãos que tem bastante destaque, inclusive ocupando minutos importantes no climax do filme, não chega a estragá-lo, mas quebra um pouco o impacto de tensão necessário as cenas.

A Harthaway é uma ótima atriz, ela está muito bem no filme com uma excelente atuação, o único problema é que aquela não é a Mulher-Gato, ela poderia ser qualquer uma outra, menos ela, outra decepção foi a Marion Cotillard (de Piaf e Origem), eu adoro ela, mas estava mais perdida no filme do que cego em tiroteio, e tem a morte mais engraçada da trilogia.

Pode parecer que o filme é uma porcaria, mas não é, tirando esses pequenos errinhos, a história se desenvolve muito bem e o Nolan tem o cuidado de amarrar todas as pontas soltas nos filmes anteriores, o final é sensacional, tirando a parte dos órfãos, é claro, e as atuações estão ok, não comprometem apesar de ter odiado a voz do Bane ter sido dublada. É um bom fechamento para a trilogia, e apesar do gancho deixado para um quarto filme, que nunca verá a luz do dia já que a Warner fará um reboot em 2016-17, vai fazê-lo figurar entre os melhores filmes de super-heróis de todos os tempos.
Nota 3,5/5

Jogos Vorazes (The Hunger Games) – Jogos Vorazes é um bom filme, e tem uma protagonista super cativante, a Jennifer Lawrence é uma fofa e dá muita vontade de apertá-la… bem, voltando ao filme, é adaptação de um livro o qual não faço idéia de como seja, mas em todo momento que o estava assistindo, conseguia pensar apenas que era uma cópia mais light de Battle Royale, um clássico filme japonês que tem a mesma temática, colocar jovens em uma ilha para um reality show de sobrevivência onde apenas um pode sair vivo.

Como a maioria das adaptações de livros, o filme sofre com muitos personagens que não são muito bem trabalhados, e também com o volume de informação a ser passado é grande, algo sempre fica de fora, acarretando cenas explicativas muito rápidas, o que dá a impressão que há algo faltando, além também de que o diretor resolveu focar em algumas cenas dramáticas que gastam muito tempo de projeção e não evoluem em quase nada a história.

Mas o filme tem mais pontos positivos, além da super cativante Lawrence, o resto do elenco é bom e a química entre eles é muito boa, as situações de sobrevivência não são absurdas e dá para acreditar nelas, somado a ótimas cenas de ação e bons efeitos
Nota. 4,5/5

Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (The Girl With The Dragon Tattoo) – Remake de um clássico sueco, conta com o talentoso Daniel Craig que faz o papel de um jornalista que caiu em desgraça após uma reportagem mal feita.

O filme tem uma história muito pesada como tema principal mostrando a crueldade e depravação sexual dos homem. O diretor David Fincher (dos ótimos Se7en e Clube da Luta) consegue retratar muito bem esses momentos de depravação em poucas cenas, mas de forma impactante, também ajudado pela ótima atuação de Rooney Mara, que faz o papel de uma hacker de 23 anos que ainda está sob tutela do estado e auxilia Daniel Craig em sua investigação. O filme é muito bem dirigido, e tem ótimas atuações, sem contar que a história é muito bem desenvolvida e bem amarrada em todos os sentidos. Um dos melhores filmes de crime e mistério dos últimos anos.

PS. A abertura também é uma das coisas mais fantásticas que já assisti.
nota 5/5

Fuga da Humanidade (Exit Humanity) – Filme de zumbi ambientado logo após a guerra de secessão americana, o filme apresenta algumas visões sobre esse universo bem interessantes, mas peca ao ser muito longo, quase duas horas de filme, com pouca ação e muitos diálogos e cenas de still, o que pode dar sono em determinados momentos, mas na metade do segundo ato até o final, o filme consegue se salvar e ganha um ritmo legal.
Nota 3/5

Ventre (Womb) -Esse é um filme difícil de assistir, vemos Eva Green em um papel forte e meio perturbador de uma mulher solitária que decide gerar em seu ventre um clone de seu amado após sua morte. Apesar do filme toca em temas como clonagem e ética bem de leve, o filme é um retrato do egoísmo humano e os limites do incesto. Não é um tipo de narrativa para todas as pessoas, mas o filme é bom.
Nota 4/5

A Dama de Ferro (Iron Lady) – Ótimo filme, a atuação da Meryl Streep está fantástica, ficou perfeita com a dama de ferro da Inglaterra. O filme também retrata muito bem sua trajetória para se consolidar com Primeira Ministra e os desafios que ela enfrentou no cargo, destaque para a invasão argentina nas Maldívias e ela utilizando esse fato para se consolidar no poder.
Nota 4/5

Cavalo de Guerra (War Horse) – Spielberg fazendo o que mais gosta, filmar guerra e dramas familiares, apesar do personagem principal do filme ser o cavalo e como ele sobrevive a primeira guerra mundial, vemos nada mais do que 4 dramas familiares ao longo do filme, quando o cavalo interage com os demais personagens. A recriação da época é excelente e conseguiu retratar bem o ambiente das trincheiras na França, onde vemos que os soldados britânicos e alemães não se odiavam e demonstravam respeito mutuo. Cavalo de Guerra é um ótimo filme, tanto como drama como filme de guerra, é Spielberg em seus melhores dias.
Nota 4/5

Juan de los Muertos – Filme de zumbi cubano, só que mais voltado para a comédia, é ótimo, superdivertido e as piadas de humor negro são muito inteligentes, evidenciada pelo slogan que o personagem principal usa em seu “comercio”: Juan dos mortos, matamos seus entes queridos. Os atores muitas vezes podem soar canastrões, mas esse é o mote do filme, e os efeitos especiais são bem tosquinhos, mas nada que atrapalhe no divertimento do filme.
Nota 4/5

Todo Mundo Quase Morto & Chumbo Grosso (Shaun of the Dead & Hot Fuzz) – Filmes de comédia britânicos, o primeiro sobre zumbis, e o segundo policial, ambos tem os mesmos atores e fazem sátiras com os filmes do gênero… só que são bem fracos, e pensar que o diretor disso aí fez o excelente Scott Pilgrim Contra o Mundo e vai dirigir o filme do Homem-Formiga para a Marvel. É de se pensar…
Notas 1,5/5 – 2/5

Battleship – A Batalha dos Mares (Battleship) – Pense em um filme ruim, mas muito ruim mesmo. Pensou? Então, Battleship é do mesmo nível ou pior até. Basicamente a história é um foda-se para tudo. Aliens chegam na Terra, ficam boiando na água e armam um campo de força que prende 3 fragatas para lidar com os aliens, o filme é apenas uma desculpa para explosões, explosões e efeitos especiais… Aee, tem a Rihana no filme, vergonha alheia é pouco, e ainda tem o Lian Nesson no filme, vai entender como ele aceitou participar… Ah, o ponto alto, ou baixo, depende de sua visão, são os velhinhos veteranos comandando um encouraçado da segunda guerra contra uma nave alienígena… e (spoiler) vencendo.
Nota 1,5/5

Prometheus – Começo esse pequeno review com um spoiler, ele é prequel dos filmes do Alien! Sim, o primeiro Alien nasce no final desse filme e Ridley Scott joga no lixo os filmes da série Alien x Predador, já que o primeiro nasce no futuro, como é que eles podem existir no passado? Bem, falando do filme agora, ele é um filme de suspense que segue os passos básicos dos filmes do gênero, ele tem uma construção similar ao primeiro Alien, uma nave exploratória, a tripulação, o ciborgue, etc. O roteiro acaba muitas vezes caindo nos clichês básicos desse tipo de filme, mas a boa direção de Ripley Scott consegue mostra algo novo e criar uma tensão em alguns momentos do filme, ele coloca muitos questionamentos sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos. Para quem gosta do gênero é um filme obrigatório, e ainda conta com uma ótima atuação de Michael Fassbender, o Magneto de X-Men Primeira Classe.
Nota 4,5/5

14/08/2012 Posted by | Cinema | , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

X-Men e o casamento gay

Semana passado nos EUA, foi publicada a revista Astonishing X-Men #51, que relata o casamento homossexual de Jean-Paul Beaubier, o Estrela Polar, com Kyle (que não faço idéia de quem seja) em uma cerimônia no Central Park em Nova Iorque. O Estrela Polar foi o primeiro personagens dos quadrinhos a se assumir gay, isso ainda no início da déc. 90, indo de encontro ao código de conduta dos quadrinhos americanos, a revista da revelação, Alfa Flight #106, foi imediatamente um sucesso, e por um bom tempo figurou entre as mais vendidas da década. Ele é um personagem de segunda linha do universo mutante, personagem franco-canadense que tirando o fato de ser gay, nunca teve muita relevância ao grupo e atualmente faz parte de uma das inúmeras equipes dos X-Men.

A revista é inteiramente focada no casamento, passando pelo momento de como o Kyle aceita o pedido, até a cerimônia propriamente dita ministrada pelo Fera. Vemos na edição um esforço da escritora Marjorie Liu, Best Seller do New York Times com o livro “A Dream of Stone and Shadows (2006)” da série “Dirk & Steele,” em abordar alguns ângulos sobre o pensamento americano da união homossexual, seja com aceitação, repudio e duvida. Uma das cenas mais impactantes da edição é quando uma colega de equipe se recusa a aceitar e até mesmo a apertar a mão de Jean-Paul, a escritora deu duas páginas inteiras para esse fato, demonstrando assim o enorme preconceito que existe na sociedade, e não apenas na americana, mas sim no mundo inteiro, de certo modo, flertando com o público que não aceita e boicota a revista por isso. Mas após isso somos mostrados imediatamente a aceitação, que pasmem, vem do Wolverine, aliviando assim o momento dramático. Outro momento chave é o de duvida, sobre o que os outros irão pensar da união, evidenciado pelo dialogo com sua irmã gêmea, Jeanne-Marie Beaubier, conhecida como Aurora, o que o faz reforçar ainda mais a vontade de sua união. Fora isso, temos um momento ou outro de preconceito velado quando vemos diálogos entre outros heróis, que como em nossa sociedade, dizem que aceitam tal ato, mas na verdade não o suportam.

A revista é considerada por muitos como revolucionaria, a frente de seu tempo, por ser a primeira revista de ponta a ter um posicionamento sobre as questões gay nos EUA (Lembrando que já ouve um casamento gay anterior entre super-heróis, mas em uma editora bem menor e com personagens não muito conhecidos do grande público). A Marvel Comics sempre foi conhecida por estar a frente de seu tempo: primeiro personagem negro, primeiro herói gay e agora primeiro casamento gay. Observando esse fenômeno, sua principal concorrente, a DC Comics, já correu e anúncio que um de seus personagens também iria sair do armário, e o escolhido foi um personagem de quinta categoria, um dos Lanterna Verdes que quase ninguém se lembra, mas fora isso, a DC não tem a mesma coragem que a Marvel, e se mantêm como uma empresa super conservadora devido a influência republicana da Warner (Nessa caso o partido Republicano, o mesmo de George W. Bush), sua proprietária.

Mas será mesmo que a Marvel está à frente de seu tempo? O casamento gay já é uma realidade nos EUA há um bom tempo, e agora é realidade aqui no Brasil apesar de ainda encontrar diversas barreiras culturais. Nos EUA a revista está sendo considerado um grande avanço pelas organizações GLS apenas por ter coragem de mostrar algo que em diversos estados americanos é corriqueiro. Mas essa não é a minha opinião, a união gay já é uma realidade e as pessoas, e principalmente as empresas, têm que se adequar a elas, o público gay tem um enorme poder aquisitivo, principalmente quando falamos de cultura. Empresas como a Marvel, vêem esse público com uma oportunidade para aumentar suas vendas, já que depois desse primeiro passo, a tendência daqui para frente é o aumento do número de personagens gays, incluindo com personagens de destaque, para que esse público possa se espelhar e ver sua realidade impressas nas páginas das revistas, e consequentemente, aumentando as vendas.

Em contra-partida, levando em conta que mais da metade da população mundial é absolutamente contra o união homossexual, por diversos motivos, como cultura, religião ou valores. Há diversos movimentos nos EUA que apóiam e promovem boicote contra essas revistas, falando que o fato delas possam influenciar as escolhas de crianças e adolescentes sobre sua sexualidade, além dos diversos grupos religiosos radicalmente contra a união. A aposta da Marvel é arriscada, mas ainda assim, é válida, pois nos grandes centros cosmopolita mundial como Nova Iorque, Chicago, Rio, São Paulo, Paris, Londres, Madri, etc… vemos a cada dia que passa uma maior aceitação da população em geral apesar de ainda existir intolerância.

Sabemos que nenhuma sociedade é adepta a mudanças, e algumas delas em parte são forçada pelas mídias, como é o caso dessa união, temos séries como Glee, atores e atrizes assumindo publicamente sua homossexualidade, etc, que passam a idéia de que ser gay é considerado “cool.” A Marvel como formadora de opinião também não está longe desse pensamento. A revista de todo modo é um marco, não pelo fato de estar a frente de seu tempo, mas sim pela coragem de evocar debates na sociedade sobre um assunto que a cada dia fica mais evidentes para todos nós. Não temos como fugir da realidade, a união gay está aí para quem quiser, e eventos como esse apenas servem para nos fazer pensar sobre como nos sentimos a respeito.

26/06/2012 Posted by | Quadrinhos | , , , | Deixe um comentário

Uma porrada de filmes

The Yellow Sea – Ótimo filme coreano do mesmo diretor do igualmente ótimo Chaser, O filme é mergulho no meio do mercado negro que habita a região do mar amarelo, com o trafico de pessoas da China/Coréia do Norte para irem tentar ganhar a vida na Coréia do Sul. Seguindo o estilo de filmes como Oldboy, aqui também vemos o protagonista e os gangster utilizando machadinhas e outros tipos de armas brancas aos invés das armas de fogo tão presentes nas produções ocidentais. O filme é forte, violento e frenético, o protagonista, apesar de ser um vilão com trocentos desvios de caráter, nos faz torcer para ele em sua busca na Coréia do Sul.
Nota 5/5 

Berserk: O Ovo do Supremo Rei (Berserk – Ougon Jidai Hen) – Primeiro filme de uma série, esse filme é boa animação japonesa, uma história de cavaleiros, reis, princesas, mercenários e intrigas, o enredo não foge muito dos clichês do gênero, com o personagem principal super-poderoso mas sempre com alguém mais forte que ele. A animação mistura CG com animação tradicional, a mão livre, o que torna algumas cenas de batalhas meio estranha, pois não há um foco central para se olhar, já que toda a batalha está cheia de movimentação. Fora isso é um filme simples, sem nada que se destaque, é apenas uma introdução para os futuros filmes, mas o que não tira seus méritos.
Nota 2,5/5

Poder sem Limites (Chronicles) – A primeira coisa quando terminou o filme e eu pensei foi, nossa, filmaram Akira (clássico da animação japonesa), o filme parte do mesmo principio, jovens ganham poderes telecineticos após se encontrarem com uma rocha estranha. O filme é narrado do ponto de vista de um dos jovens, usando o recurso de documentário, como em Bruxa de Blair e Rec. O filme tem um início bastante arrastado, sendo todo ele focado em um dos jovens que ganha os poderes, mostrando todos seus traumas para fazer com que o público entenda suas decisões no terceiro ato do filme. apesar do início lento, a segunda metade do filme é ótima, a batalha dos personagens pela cidade foi muito bem feita, principalmente ao focar na destruição causada e no ponto de vista da população.
Nota 3,5/5

Shame – Taí um ótimo filme, tão forte quanto apelativo, Shame consegue chocar e maravilhar o público. Michael Fassbender (o Magneto de X-Men Primeira Classe) está magnífico no papel de um homem com um forte vício em sexo. Ele leva uma vida que muitos consideram degradada, respira sexo 24 horas por dia, seja vendo filmes pornôs ou com prostitutas, que é alterada com a chegada de sua irmã para passar uns dias com ele. O filme apela em muitas cenas, tanto com nu frontal feminino quanto masculino, e as cenas de sexo são extremamente forte e realistas. Isso sem contar que a fotografia e a direção são belíssimas.
Nota 5/5

Beleza Adormecida (Sleeping Beauty) – Esse filme foi uma tentativa de Emily Browning (de Desventuras em Série e Sucker Punch) de dizer ao mundo que não é apenas um rostinho bonito e meiguinha, e sim uma talentosa atriz que pode fazer papeis bastante dramáticos, então vou tirar a roupa em mais da metade do filme, beber um chazinho para dormir e deixar que os homens de meia-idade façam o que quiser com meu belíssimo corpo. Aham, Emily, você está fazendo isso da maneira certa, exceto que o filme é bem chato e monótono. A Emily peca em dar profundidade a sua personagem, tirando o fato dela querer dinheiro, não vemos nenhuma outra motivação para aceitar fazer o que faz, tirando a nudez de Emily, sobra muito pouco do filme.
Nota 2/5

X – Ok, assisti esse filme australiano apenas por causa da Viva Bianca e da Hanna Magan, que fazem parte da série Spartacus nos papeis de Ilithyia e Seppia respectivamente. Em X, Viva Bianca é uma prostituta de luxo que após um furo de uma amiga, encontra Hanna, uma prostituta de rua, para que juntas façam um programa. Porém o programa dá errado e as duas agora tem que fugir. O filme é um thriller apenas mediano, não tem nada que se destaque assim como também não possui muitos defeitos, é apenas normal. As atuações são apenas medianas, mas dá para entreter por 100 minutos.
Nota 3/5

Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras (A Game of Shadows) – Guy Ritchie tenta, mas não consegue fazer um filme interessante, o único filme que dirigiu e achei no mínimo interessante foi “Rock’n’Rolla – A Grande Roubada,” de resto apenas filmes rasos, Sherlok Holmes tenta se manter com o carisma de Robert Downey Jr. e com isso apenas, o roteiro é medíocre, as situações estão aquém das esperadas, e o Jude Law está irreconhecível como ator gabaritado que é, apesar do Downey em diversos momentos conseguir salvar a cena com seu tradicional deboche, o resto do filme é uma porcaria.
Nota 2,5/5

O Despertar (The Awakening) – Rebecca Hall é bonitinha e já fez bons filmes, como Vicky Cristina Barcelona, mas nesse parece que ela foi boicotada por um diretor inexperiente que só fez até o momento séries de TV. Vemos uma clara deficiência na direção de atores, longas tomadas de nada e falta de ritmo em alguns pontos, apesar disso, Rebecca que faz o papel de uma mulher moderna (no início do século passado) como uma detetive sobrenatural com sério problemas psicológicos. O filme não é todo ruim, porém tem alguns defeitos que irritam, e como é de praxe nesse tipo de filme, com reviravolta no final.
Nota 2,5/5

A Mulher de Preto (The Woman in Black) – Filme de terror protagonizado por Daniel Radcliffe, o mundialmente famoso pelo papel de bruxo na saga Harry Potter, nesse filme Radcliffe tenta dizer ao mundo que é mais do que o Harry Potter, e que também sabe atuar em papeis dramáticos, porém, não é aceitando filmar filmes assim que conseguirá provar alguma coisa. O filme tem até alguns momentos de suspense, mas a direção é pavorosa, e a atuação de Radcliffe é tão boa quanto uma bala azeda, ele se limita a fazer a mesma expressão durante todo o filme e não consegue dar a carga dramática quando era mais necessária no filme. Em resumo, o filme é até assistível, mas facilmente esquecível.
Nota 2/5

The Divide – Um dia aparentemente normal se transforma após uma bomba atômica explodir em plena Nova Iorque, os sobreviventes de um prédio se reúnem em um abrigo nuclear no porão, ninguém sabe de onde ela veio, quem a enviou, só sabem que não podem sair do porão senão irão ter uma morte lenta devido a radiação. O filme é um thriller psicológico que leva os personagens ao limite, vemos o que um evento como esse afeta as mentes de pessoas mais influenciáveis além de evocar toda a crueldade que o homem pode fazer com cenas de violência física, sexual e psicológica. É um bom filme, apesar dos atores fracos e alguns problemas de direção, o que no final não prejudica o produto.
Nota 3,5/5

Brilho (Hell) – Filme alemão sobre um planeta Terra apocalíptico após uma grave crise de aquecimento global que secou toda água do planeta. Produzido por Roland Emmerich, de Independence Day e O Dia Depois de Amanhã, o filme foca em duas irmãs tentando sobreviver em um mundo devastado. É um thriller de sobrevivência, que mostra um pouco do que os homens são capazes de fazer para sobreviver, o filme em si tem alguns defeitos, como a falta de ritmo em pontos importantes da narrativa, mas cumpre bem seu papel de gerar suspense no momento certo.
Nota 3/5

Iron Sky – Nazistas na Lua! Isso mesmo, antes de perder a guerra, alguns nazistas se refugiaram no lado escuro Lua e lá criaram uma poderosa fortaleza. Ok, com esse enredo o filme só poderia ser de comedia, mas é uma comédia bastante eficiente que me lembra das antigas sátiras com Leslie Nielson. Me rachei de ri na sátira de A Queda, na parte onde Hittler solta os cachorros nos oficiais nazistas. O filme cumpre muito bem seu papel de entreter e é eficiente em tratar o assunto da propaganda de guerra no contexto político atual, e ninguém leva a Coréia do Norte a sério, hehe.
Nota 4/5

Missão: Impossível – Protocolo Fantasma (Mission: Impossible – Ghost Protocol) – Tom Cruise retorna a seu papel preferido pelo jeito, mas dessa fez com botox na bunda. MI 4 é um filme bem fraquinho, virou apenas um filme de ação genérico com nada que agrege valor. Atuações padrões para esse tipo de filme, sequência de ação já batidas e um final totalmente previsível. O filme tenta se manter apenas no carisma do Cruise, e até nisso ele falha redondamente, a época dessa cinesérie já passou, e espero que não façam um quinto filme.
Nota 1,5/5

Motoqueiro Fantasma: Espírito da Vingança (Ghost Rider: Spirit of Vengeance) – Nicolas Cage não se contentou em apenas fazer o péssimo primeiro filme desse personagens dos quadrinhos, como conseguiu fazer um segundo filme ainda pior que o primeiro, alterando um pouco os fatos do primeiro filme, o segundo se inicia como o personagem título isolado na Europa buscando uma cura para sua condição, ou seja, se livrar do pacto com o chifrudo. O filme também conta com Idris Elba, famoso ator inglês que também esteve em filmes como Thor. O filme é horroroso, nada nele presta, nem sei por onde começar a falar mal, o Motoqueiro mijando fogo foi o ápice da tosquice… Bem, pararei de comentar aí…
Nota 0,5/5

Caça à Bruxas (Seadon of the Witch) – Cage, dessa vez ele divide o filme com Ron Perlman (o Hellboy), mas nem isso torna o filme menos pior do que ele realmente é… O filme é horrível, interpretações idiotas, motivações até que boas, porem boicotada pelo Cage, atores de suporte totalmente inexpressivos, devem ter gasto muito no cachê do Cage e nos cenários e não sobrou para ter um ator bom no filme, sem contar que a reviravolta final que deveria ser o grande momento do filme já se desenha desde o início.
Nota 1/5

O Pacto (Seeking Justice) – Novamente temos um filme do Cage, ele faz filme hein, deve ter pelo menos uns 7 por ano, e todos eles tem a profundidade de um pires, o pacto até que tem um enredo legal, sua mulher sofre um estupro e ele se alia a uma sociedade secreta de vigilantes para fazer justiça. Se o filme tivesse terminado aos 15 minutos, seria um puta filme, pena que tem todos os 70 minutos restantes, o lado positivo é que ele tem apenas 90 minutos, o negativo é que tem o Cage em 95% das cenas.
Nota 1/5

As Aventuras de Agamenon – Certo, eu ainda me pergunto porque diabos eu assisti esse filme, um exemplo máximo do porquê filme nacional não presta, é claro, tem filmes nacionais bons, mas são a exceção, não a regra, consegui assisti os 70 minutos desse filme porque fiquei falando para mim mesmo que eu conseguiria ir até o filme, e consegui, já estou gabaritado para resistir as torturas americanas em Guantanamo depois desse filme. Ele não tem uma piada no mínimo engraçado, dói de tão toscas que são.
Nota 0/5  

18/06/2012 Posted by | Filmes da Semana | 1 Comentário

Red Tails

“Os negros são mentalmente inferiores, subservientes por natureza, e covardes ao enfrentar o perigo. E assim, são inadequados ao combate.
 – Escola de Estudos de Guerra do Exército Americano, 1925″


É com essa citação ao início do filme, já dá uma idéia da trama abordada nele. Mais um filme sobre superação racial, e é exatamente disso que o filme se trata, mas ao contrário dos demais filmes dramáticos do gênero, ele não soa durante sua exibição como um filme de negros para negros, e sim como um filme de guerra que conta uma história muito pouco conhecida da segunda guerra mundial, com ótimas cenas de ação onde realmente conseguimos sentir o iminente perigo, e consegue agradar os aficionados do gênero, bem como os defensores dos direitos raciais.

O filme conta a história de um esquadrão da segunda guerra mundial formado única e exclusivamente de pilotos negros, conhecido como “Projeto Tuskeegee.” Esses esquadrões Tuskeegee foram responsáveis pelos melhores resultados em missões bem sucedidas da segunda guerra, e mostraram ao exército norte-americano o valor de ser ter negro em suas fileiras. Os pilotos eram reconhecidos por pintarem as caudas de seus aviões de vermelho brilhante, daí o apelido “caudas vermelhas” (Red Tails, o título do filme). Nos cinemas, os caudas vermelhas foram representados em alguns poucos filmes, como em “A Guerra de Hart” com Bruce Willis sobre soldados em um campo de concentração com uma sub-trama de prisioneiros de guerra negro, e em “Uma Noite no Museu 2” quando Ben Stiller se encontra com alguns pilotos no museu aeroespacial. Mas nesse filme que é aprofundado o tema dos pilotos, mas sem soar uma propaganda americana, muito pelo contrário, fazendo um crítica ao enorme preconceito que existia nos EUA nos anos 40.

O filme conta com a produção executiva de George Lucas, criador da série “Star Wars,” que é aficionado por histórias de guerras, principalmente de batalhas aéreas, como pode ser visto no “SW Ep. 4 Uma Nova Esperança” onde a batalha da Estrela da Morte é uma clara homenagem aos antigos filmes de combate aéreo, contratou o diretor Anthony Hemingway que até então tinha trabalhado apenas na direção de séries de TV, sobre isso falarei mais adiante. O filme é centralizado no capitão Marty ‘Easy’ Julian (Nate Parker) que possuí um sério problema de alcoolismo e no tenente Joe ‘Lightning’ Little (David Oyelowo de O Último Rei da Escócia e Planeta dos Macacos: A Origem), um homem intrépido e com um curto pavio quando se trata de questões raciais. A mensagem do filme é passada de forma clara, vemos a evolução de como os soldados brancos vêem os negros com desdém e desconfiança, até eles finalmente serem aceitos como iguais pelos seus feitos, porem isso se dá mais pelo mérito do roteiro do que pela direção narrativa, a falta de experiência de Hemingway na direção prejudica um pouco o andamento da história, há uma total falta de ritmo em diversos pontos da história e a direção dos atores também é bem fraca, o romance entre ‘Lightning‘ com a italiana branca é muito forçada apesar de mostrar apenas os ‘highlights’ do engajamento romântico, o que no final do filme vem a tirar todo o impacto emocional da cena. Outro ponto negativo no filme foi não ter conseguido colocar o alemão que os caudas vermelhadas apelidaram de ‘Pretty Boy’ (Lars van Riesen) como antagonista dos pilotos negros, apesar dele estar presente em todas as batalhas do filme.

Se o diretor falha na atuação e na narrativa, acerta nas cenas de batalha aérea, apesar delas serem todas feitas em CG, e em um momento ou outro podem parecer um pouco falsas. elas são o ponto alto do filme, duas sequências em especial, o ataque dos caudas vermelhas à uma base alemã, e a grande batalha final contra os caças a jato alemão, o ME-262, primeiro caça a jato do mundo testado em combate, em meio a mais de 100 bombardeiros B-17 Fortaleza Voadora. Todas as cenas de batalha e explosões foram feitas pela Industrial Light & Magic, empresa do produtor George Lucas e atualmente uma das melhores empresas de efeitos especiais para o cinema, ao lado da Weta Digital. A ILM conseguiu deixar as batalhas super emocionantes, principalmente quando temos as tomadas de ataque em primeira pessoa com todos os tiros e flaks inimigos passando e estourando ao redor, essas cenas devem ser foda em 3D. A edição de som também é fantástica com os eco dos motores e sons de tiros passando por sua cabeça com uma ótima trilha DTS, e com o ótimo acerto de não utilizar OST no meio das batalhas, apenas nos momentos dramáticos.

E por fim, não posso deixar de citar as atuações de Terrence Howard (indicado ao Oscar por “Ritmo de Um Sonho”) e Cuba Gooding Jr. (ganhador do Oscar de melhor coadjuvante por “Jerry Maguire – A Grande Virada”), que apesar de poucas visibilidade, cumprem bem seus papeis, Terrence no campo da política, tendo que se desdobrar contra o preconceito em Washington, já Cuba Jr. que já fez dois papeis anteriores sobre superação negra no meio militar americano nos filmes: “Homens de Honra,” onde fez o papel de Carl Brashear, o primeiro mergulhador negro da marinha americana, e em “Pearl Harbor” onde viver o praça Doris Miller, primeiro negro a ganhar uma medalha de honra pela sua bravura durante o ataque japonês, como comandante em chefe da esquadra dos caudas vermelha. Apesar de nenhum dos dois tem uma atuação memorável, não compromete e até que dão um brilho de qualidade a um filme que peca bastante nesse aspecto.

Red Tails – Nota 3,5/5

07/06/2012 Posted by | Cinema | , , , | Deixe um comentário

Os Vingadores

Mais de uma semana já se passou desde que assisti Os Vingadores e agora, mais calmo, sem a sensação de hyper tomando conta de meu corpo, posso fazer uma analise mais fria e coerente.

Saí do cinema em estado de êxtase, maravilhado com a obra que tinha visto, achando uma obra-prima do gênero, sem palavras para descrever o que tinha visto. Mas a pergunta que não quer calar, o filme é tudo isso mesmo? Todo esse falatório em torno do filme é apenas porque o público comum está carente de bons filmes de aventura e não consegue distinguir o que é bom do ruim e vai pelo inconsciente coletivo?

Resposta, sim, o filme é ótimo, e é tudo que o falam. Tem seus defeitos, não são muitos, mas nada nesse mundo é perfeito, mas esses pequenos defeitos ficam segundo plano quando vemos a competência o esse projeto foi executado.


O ambicioso projeto Os Vingadores iniciou na franquia de O Homem de Ferro, e se estendeu as demais filmes da Marvel Studios, sendo eles: O Incrível Hulk, Thor e Capitão América, além de Homem de Ferro 2. Os Vingadores se inicia com o Cubo Cósmico, artefato que apareceu em Capitão América, e estava em posse em uma instalação secreta da SHIELD, sendo roubado por Loki (Tom Hiddleston), deus nórdico e irmão adotivo de Thor, o deus do trovão (Chris Hemsworth). Loki possui um exército e planeja invadir e conquistar a Terra, uma ameaça de proporções épicas que fará com que a SHIELD, encabeçada por Nick Fury (Samuel L. Jackson), recrute os demais heróis para lidar com a eminente ameaça, sendo eles Tony Stark, o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Steve Roger, o Capitão América (Chris Evans), o doutor Bruce Banner, o incontrolável Hulk (Mark Ruffalo), a bela Natasha Romanoff, a Viúva Negra (Scarlett Johansson) e o mortal Clint Barton, o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner). Partindo desse ponto, vemos um filme com uma narrativa constante e ágil, que sabe dosar muito bem as cenas de ação e de diálogos sem perder o ritmo. Esse mérito é todo de Joss Whedon, escrito e diretor do filme. Whedon que é mais conhecido como o criador de Buffy, a Caça-Vampiros, conseguiu fazer um roteiro coeso e fechado com poucas pontas soltas, além de saber muito bem dosar todos os egos dos heróis em tempo igual de tela. Whedon foi a escolha perfeita dos executivos da Marvel, pois conhece muito bem os personagens e suas personalidades, o que o permitiu que a integração entre eles, apesar das richas características de heróis, acontecesse de forma natural e crível.

80% do sucesso do filme se deve realmente a Joss Whedon, ele conseguiu unir diversos personagens, cada um com sua história e drama próprios e mesurar o tempo em tela igualmente para todos, nenhum personagem tem um destaque maior que o outro, apesar que Robert Downey Jr. (Homem de Ferro) consegue devido a seu talento em algumas cenas ofuscar os demais atores, mas até isso é amenizado por Whedon, sempre que vemos Downey fazendo uma gracinha, temos automaticamente o foco alterado para outro personagem, fazendo do que o ofuscamento que ele poderia causar fosse minimizado, mas é claro que isso não acontece sempre, já que Tom Hiddleston (Loki) é completamente ofuscado por ele em sua cena juntos. O único personagem integrante do grupo que não tem muito tempo em tela, o personagem vivido por Jeremy Renner (Gavião Arqueiro), também foi muito bem desenvolvido em conjunto com o personagem da Scarlett Johansson (Viúva Negra), a Scarlett por sinal está perfeita na personagem, segura, tem uma excelente atuação, evidencia em seu dialogo com o Loki no porta-aviões aéreo, além de estar linda como sempre. O grande destaque de atuação vai para Mark Ruffalo, excelente ator que fez esteve nos ótimos “Ilha do medo” e “Ensaio sobre a cegueira,” que fez o Hulk, Ruffalo conseguiu entregar um tom cômico mas ao mesmo tempo sério em seu personagem, Bruce Banner, consegue de maneira magistral passar de uma pessoa calma, ter uma explosão de fúria e voltar a ficar calmo e sério em menos de 5 segundos. Isso sem contar com já excelente Samuel Jackson que é um ótimo ator e o Chris Hemsworth que consegue manter seu personagem bastante carismático, além de também possuir ótimas falas.


As cenas de ação são espetaculares, desde no início com a destruição da base da SHIELD, já temos uma prévia de como será o filme, grandes tomadas com uma ampla destruição e a iminente sensação de perigo, todas as demais cenas são igualmente grandiosas, a luta entre Homem de Ferro vs. Thor, Thor vs. Hulk, Viuva Negra vs. Gavião Arqueiro, a invasão do porta-aviões aéreo, são todas sequência espetaculares que prendem os espectador na cadeira e fazem torcer e sofrer pelos heróis, todas essas sequências levam a imensa batalha final em Nova Iorque, onde tudo, mas realmente tudo é épico, milhares de aliens destruindo a cidade, com vários efeitos de pirotecnia e destruição. Nessa sequência Whedon foi criticado por uns, por não mostrar os civis mortos e feridos pela cidade, o que eu acho ter sido uma decisão correta, pois desse modo Whedon não tiraria o foco dos personagens que estão dando suas vidas para salvar a cidade, e nem entro no fato de que se mostrasse mortos e feridos, o filme teria uma classificação etária maior. Já fica subentendido que em uma batalha daquela proporções há inúmeras baixas. A batalha é muito ágil e super divertida, e sua duração é ideal, não é curta, mas também não se estende demasiadamente.

Apesar de todos esses pontos fortes, o filme tem seus defeitos, são poucos mais tem, o principal dele é Chris Evans, o ator que interpreta o Capitão América, apesar do ator estar confortável no papel, ele não passa o carisma ou o porte que o personagem exige, Evans é um ator super-limitado que consegue no máximo, não estragar as cenas que participa, mas também não merece destaque por elas, não é a toa que segundo o próprio Whedon, a maioria das cenas cortadas, e que estarão no lançamento em Blu-ray, são cenas com o Evans. Os efeitos para os padrões de hoje, estão apenas ok, em diversos momentos eles são falhos, principalmente na batalha final, pelo excesso de CG, o Hulk não interage muito bem com os demais objetos em cena que não são CG, soa muito falso aos olhos de um expectador mais exigente, e por final eu citaria a direção linear, o que não chega a ser um defeito, mas também não é um ponto positivo, Whedon não ouça nas tomadas de cenas e fotografia, mantêm um estilo básico do início ao final e não o altera.

Mas esses são pequenos defeitos em um filme magistral, o que não compromete em nada o feito de Whedon e nem tira o brilho do filme. Os Vingadores é para mim o melhor filme de super-heróis já feito, passou Super-Man, O Filme e X-Men 2. Além de um dos melhores filmes de ação e aventura que já vi, divertido do início ao fim, 145 minutos de puro entretenimento de primeira qualidade que se passa voando. Vale muito a pena assistir, se ainda não viu, o que esta fazendo que ainda não viu?

Os Vingadores – Nota 5/5

08/05/2012 Posted by | Cinema | , , , | 4 Comentários

Ringer – Primeira Temporada

O letreiro da abertura da série deveria conter a seguinte frase: Essa é a história de duas irmãs que compartilham o mesmo rosto, o rosto de uma atriz estigmatizada por ser protagonista de Buffy, a Caça-Vampiros.”

Admito que comecei a ver a série pela Sarah Michelle Gellar que fez por muitos anos a Buffy e nunca conseguiu se livrar de sua personagem, inicialmente a série me pareceu sem graça e com uma história clichê. Irmã gêmea má assume o papel da irmã gêmea boa e rica em Nova Iorque, porém, apenas lá no terceiro episódio a série me cativou.

Ringer conta a história de Bridget (Sarah Michelle Gellar), uma ex-drogada e prostituta que testemunhou um crime cometido por um perigoso criminoso e estava sob proteção do FBI em troca de seu depoimento. Devido a uma série de desventuras que serão respondidas no decorrer da temporada, Bridget vai de encontro a sua irmã gêmea rica, Shioban Martin, casada com o milionário Andrew Martin (Ioan Gruffud, de Quarteto Fantástico), e em um passeio de barco, Shioban aparentemente se suicida, e então Bridget decide assumir seu lugar para fugir de quem estava atrás dela e tentar recomeçar sua vida com uma família de verdade. Mas mal sabe ela que a perfeita vida de Shioban é uma farsa, e que ela enfrenta atritos com seu marido e tem que lidar com uma enteada rebelde.

A série por si só é um amontoado de clichês que vai levando a mais clichês, o caso com o marido da melhor amiga, a tentativa de assassinato onde qualquer um pode ser o mandante, inclusão de personagens dúbios onde o espectador não sabe quem é quem. Resumindo, é uma história batida, porem conduzida de inteligente e que prende o público ao final de cada episódio com um gancho ou revelação espetacular, e até em um caso, forçada ao extremo, tudo isso graças a uma boa equipe de roteiristas liderada por Jay Faerber, quadrinista que já trabalhou na Marvel e Image Comics, e tem revistas de sucesso como Causa Nobre que é focada não em super-heróis, e sim em suas vidas glamorosas, o roteiro nos episódios finais da temporada, consegue amarrar e explicar perfeitamente como cada um dos personagens se relaciona na trama, e apesar de uma narrativa meia lenta em muitos episódios, a série se destaca pela forma de como a história cresce a medida que os episódios vão sendo exibidos. Nesse crescimento, também é estendido aos personagens, no caso mais obvio de Henry Butler (Kristoffer Polaha), amante de Shiovan, que começa a série com um personagem extremamente raso e como um bobo apaixonado, mas no decorrer dela com todo o sofrimento impregnado em seu personagem, o faz crescer e ser um dos destaques da série.


Ainda não há uma decisão sobre se vai ter ou não uma segunda temporada, irá depender das vendas de DVD/Blu-ray nos EUA, mas o bom dela é que todas as tramas principais são resolvidas nos dois últimos episódios de forma convincente e sem parecer ser forçada, já que dos episódios 17 ao 22 (último) temos todo um ato final muito bem escrito, e particularmente, se não houver uma segunda temporada, o final se sustenta por si só, já que ele deixa apenas um gancho que pode ser considerado como um fim derradeiro.

Recomendo a todos a verem a série até seu final, pois vale muito a pena, apenas dos quatro primeiro episódios apenas medianos, a série cresce bastante a partir do quinto episódio.

23/04/2012 Posted by | Séries | , , | Deixe um comentário

Top 10 Guilty Pleasure

Guilty Pleasure é como chamamos aqueles filmes que sabemos que são ruins e gostamos mesmo assim, e até mesmo aqueles que temos vergonha de admitir, por N motivos, que gostamos, eis meu top 10 desse tipo de filmes:

10) Heróis Muito Loucos (Mystery Men)
Ben Stiller, odeio! Só não o odeio mais porque existem o Adam Sandler e Rob Schneider, logo um filme com eles para mim é insuportável, o que não acontece nesse filme, seguindo o exemplo de Trovão Tropical (que é um ótimo filme com um ótimo elenco), Stiller consegue não estragar o filme, e também conta com a bela Claire Forlani (de Barrados no Shopping e Encontro Marcado). O filme é totalmente tosco, feito com um curto orçamento tendo visto os péssimos efeitos, mas com aquela estética estranha da déc. 90. Inspirado em uma revista em quadrinhos, conta a história de um grupo de heróis com poderes ridículos, tão ridículos como o filme, mas extremamente divertido. Vai entender como nossa mente funciona né?
Nota 2/5

09) Pearl Harbor
Falar mal do Michael Bay é chover no molhado, esse filme em sua metade inicial um exemplo de como não se fazer um filme, extremamente arrastado, sem ritmo, personagens caricatos e estereotipados, o triângulo amoroso dos personagens de Ben Affleck, Josh Hartnett com a bela Kate Beckinsale soa extremamente forçado, além dos atores não terem química entre si. Mas pqp, que filme foda ele se torna no ataque japonês a Pearl Harbor, 25-30 espetaculares minutos de ataque e ação ininterrupta com bastante explosões, mortes e com direito até um espetacular dogfight entre vários caças japoneses Zero contra dois P-40 americanos, mas o ponto alto do ataque é o Bomb-point-of-view que destrói um encouraçado americano, pena que depois desse espetacular arco, tem mais 30 minutos de nada mas compensa quando temos o ataque ao Japão com flaks estourando por todo o céu.
Nota 2,5/5

08) Um Robô em Curto Circuito 2 (Short-Circuit 2)
Eu sempre quis um bonequinho do Johnny 5 quando era criança e o assistia na Sessão da Tarde. O filme é bastante besta, ele é nada mais do que um daqueles filmes esquecíveis da déc. 80 que não tem nada que se destaque, mas algo nele me cativa, acho que o robô que consegue ter expressões de sentimentos que nem um humano, bem, a verdade é: não sei o que me faz gostar desse filme, só sei que gosto, e isso não tem explicação.
Nota 2,5/5

07) American Pie / American Pie 2
Eu falo mal desse filmes, eles são ruins, mas sempre que passa eu os assisto, e o pior, acho graça, os dois American Pie marcaram minha adolescência, os vi no cinema, sei que são filmes bastante limitados e piadinhas de teor sexual são relativamente pesadas, apesar de adequadas ao contexto, e previsíveis mas não consigo não rir delas, em parte pela sinergia que o elenco demonstra ser ótima e nos faz acreditar que eles realmente são um grupo unido de amigos, e também pela linda Alyson Hannigan (a Willow de Buffy, a Caça-Vampiros) que está engraçadíssima em ambos os filme, especialmente no segundo. Em resumo, eu vivo falando mal deles, mas porque lá no fundo, tenho vergonha de admitir que gosto deles.
Nota 3/5

06) Tropas Estelares (Starship Troppers)
Como não gostar de um filme onde Buenos Aires é destruída? Tropas Estelares é um filme no mínimo curioso, humanos em guerra contra insetos alienígenas? Da primeira vez que tive conhecimento desse filme, imaginei que era de comédia, tipo um “Marte Ataca!,” mas para minha surpresa foi um bom filme de sci-fi. Tá certo que tem atores horríveis, um roteiro previsível e diversas falhas no meio do caminho. Mas o senso de urgência e perigo do filme, misturado a incríveis insetos assassinos forazes o tornaram um bom filme, pelo menos para mim.
Nota 3/5

05) Transformers
Pelo amor de Deus, esse filme é ruim, os personagens são pessimamente desenvolvidos, o roteiro é idiota e bastante previsível, quem é bom é bom e quem é mal é mal, não existe uma área cinzenta entre eles, tem piadinhas ridiculamente bestas não tem graça alguma e não podemos nos esquecer da Megan Fox que está no filme apenas para mostrar seus peitos e bunda, porque cada vez que ela abre a boca me dá raiva… Porém, se tem uma coisa que Michael Bay sabe fazer, é ação, e esse filme tem ótimas cenas de ação, e com ROBÔS GIGANTES!!! Logo no início do filme quando um robô destrói uma base americana, vemos o espetáculo que o filme será! Michael Bay desde Pearl Harbor tem um bom relacionamento com o exercito americano, e por isso pôde utilizar no filme soldados e equipamentos de verdade do exército, o que engrandece ainda mais o filme, a cena do deserto quando vemos os A10 Cuba metralhando o robô escorpião, depois ele sendo bombardeado por um AC-130 Spectre Gunship com canhão de 105mm é, em outras palavras, orgástico! E eu nem vou falar das cenas de brigas entre os robôs ou os F22 voando… Pena que o isso deve dar no total apenas 50 minutos do filme, o restante dele é de uma porcaria sem tamanho.
Nota 3,5/5

04) O Diário de Bridget Jones (Bridget Jones’s Diary)
Ok, esse filme não é ruim, é bom até, conta com ótimas atuações de Colin Firth, Hugh Grant e principalmente da Renée Zellweger, que nesse filme está super cativante e nos faz torcer desesperadamente por sua personagem, então qual é o problema? Ora “I’m a funcking man!” Esse filme é muito água com açúcar, mulherzinha de mais, bastante romântico, desesperadoramente comovente e não tem como não se emocionar com o filme e não se colocar na pele de um dos protagonistas que disputam uma não tão bela, e mulher do dia-a-dia, Zellweger. Esse filme me faz desejar uma mulher como ela, uma mulher que tem seus defeitos, frustrações, não precisa ser linda para me satisfazer, apenas ser ela mesma. Por tudo isso, tenho vergonha de admitir que gosto desse filme.
Nota 4/5

03) Dirty Dancing – Ritmo Quente (Dirty Dancing)
“Now I’ve had the time of my life; No. I’ve never felt like this before; Yes I swear it’s truth; And I owe it all to youuuu!”
Jennifer Grey e Patrick Swayze em um dos melhores filmes de suas vidas, é um filme bobinho, de um casal apaixonado que não pode ficar junto por imposição da família da moça, me atrevo até a dizer que é um filme comum entre milhares com a mesma temática e que não tem quase nada em que se destaca (tirando, é claro, a icônica cena de dança ao final do filme). Não sou de curtir filmes de romance e afins, masss esse é outro exemplo que não consigo explicar o porque gosto dele. Eu simplesmente gosto, e sempre que passa na Globo o assisto, sei o filme de cór e sei que ele já virou cult e é idolatrado por bastante gente, mas isso não impede que eu sinta vergonha de adorá-lo.
Nota 4,5/5

02) Speed Racer
Os irmãos Wachowski (da trilogia Matrix) apresentam um mundo fantástico com heróis e vilões clássicos muito bem definidos para o público. Os Wachowski implantaram ao filme uma estética única, misturando os atores em carros fantásticos super-coloridos junto com um ambiente vibrante que parecem sair diretamente de um anime japonês, o filme transborda vida e excitação, as cenas de corrida são orgásticas, e eu como fã de corridas, só podia me imaginar pilotando naqueles fantásticos circuitos e incríveis carros. A trama é linear, voltada para um público infanto-juvenil, vemos isso nas diversas cenas infantis do Gorducho com seu macaco, cenas essas que não comprometem o filme. Muitos reclamam da edição do filme, que eu acho realmente a grande sacada do filme, temos planos de personagens passando um sobre o outro, principalmente nas cenas explicativas. Os diretores também explicam todas as cenas, como se realmente fosse um desenho animado, vemos os vilões com cifrões nos olhos e mulheres com diamantes para mostrar suas motivações. Todas as cenas de corridas são muito bem feitas, tem uma edição ágil e mostra muito bem o que está acontecendo na tela, duas corridas merecem destaque, o rally de Casa Cristo que é que se passa no deserto, cruza geleiras e montanhas e o Grande Prêmio em um circuito com um enorme público e pista cheia de perigos, como descida vertiginosas e espinhos mortais. Mas o grande barato do filme é a utilização de carros como máquinas de combates, os carros pulam, batem uns nos outros, se digladiam de forma fantástica, como se os carros fossem ser vivos, e com uma incrível trilha que ajuda a formar o clima.
Nota para a parte em português da música tema durante os créditos finais do filme: “Quem é que corre sem parar; O mais sinistro do lugar; Sempre ganha sem falhar; Quero ver vocês gritar; Vá Speed Racer, Vá!”
Nota 5/5

01) Independence Day (ID4)
Quantas e quantas vezes eu parei em frente a TV e repetia: “Eagle One: Fox Two… Knight Two: Fox One.” Sonhava em pilotar um F18 Hornet dentro do grand canyon e entrar em um dogfight contra naves alienígenas! ID4 é um sonho para qualquer fã de ficção-cientifica e cinema catástrofe. Mas ele tem suas falhas, se arrasta muito em sua primeira metade, apenas apresentando os personagem, tratando de mostrar quem é quem e quem faz o quê na trama. A versão estendida do filme tem quase 2:40h e tem baaaaastante cenas desnecessárias, todo o arco da família que mora no trailer poderia ser retirada do filme e ainda manteria o climax na cena da destruição da nave sobre Roswell. Em vários momentos do filme faltam ritmo, e nos perguntamos que diabos esses personagens fazem nessas cenas, isso sem contar nas inconsistências, o túnel inteiro ser vaporizado, e apenas a mulher, o filho e o cachorro sobreviveram porque entraram em uma porta, ou o fato da cidade inteira estar vaporizada, com os prédios no chão mas as palmeiras ainda resistiram firmes e forte com suas folhas intactas. Mas isso não é importante, o importante é que o filme é foda, tem ótimas cenas como a destruição da Casa Branca e as cenas de combate aéreo. Para mim ele é uma obra-prima e ponto final, isso sem contar que no final, os EUA e o mundo, são salvos por um judeu e um negro, uma crítica social que pouca gente entendeu no meio dos anos 90.
Obra-Prima

07/04/2012 Posted by | Cinema | , , , , , | Deixe um comentário

Mais filmes?

John Carter – Entre Dois Mundos (John Carter) – Temos aqui um livro de 1917 escrito por Edgar Rice chamado “Uma Princesa de Marte,” um livro de ficção cientifica que abriu caminho para toda uma literatura especifica e criou padrões para todos os filmes que vieram nas décadas seguintes. John Carter é um veterano da Guerra Civil norte-americana que após o ataque de índios Apaches é telegrafado para o distante planeta Marte, chamado no filme de “Barsoom,” lá devido a gravidade muito menor que a da Terra, adquire poderes especiais, como super força e habilidade de saltar grandes distancias, é capturado por uma tribo de alienígenas e posteriormente tem que resgatar uma princesa condenada a um casamento com um rei maléfico. Qualquer pessoa que veja esse filme sem saber que é uma história de 1917, já imagina um filme totalmente clichê devido a quase um século de histórias que bebem exatamente dessa fonte, mas o filme apenas evidência a inocência da déc. 10. Mas vamos analisar o filme, o grande destaque do filme são seus efeitos, estão perfeitos, desde os aliens, suas texturas e sua interação com o ambiente e atores de carne e osso, as cenas de batalhas são épicas e consegue passar a sensação de desespero e nervosismo, pena que os pontos fortes param por aí, os atores que interpretam John Carter (Taylor Kitsch) e a princesa de Marte (Lynn Collins) são totalmente sem carisma, e a química entre eles é bastante forçada, o roteiro diz que eles precisam ficar juntos, e eles ficam juntos, ponto! Até o excelente ator Mark Strong que faz o papel do vilão principal do filme está irreconhecível, com uma atuação sem graça ligada no piloto automático. Mas o principal defeito do filme é a cópia de cenas de vários outros filmes, o que parece que estamos vendo um filme reciclado de um material já muito reciclado, temos cenas idênticas de SW Ep.2 O Ataque dos Clones (A Cena onde Carter e um alien entram na arena, bem como toda a seqüência), Príncipe de Pérsia (Esse em várias tomadas, mais evidente da forma de como Carter deixa a princesa no deserto) e Avatar (A rede tecnológica da arma viva que ficou idêntica a seqüência das árvores vivas de Pandora). Eu sei que o livro original inspirou todos esses filmes, mas precisava copiar exatamente até o mesmo enquadramento  das cenas? Resumindo, é um filme bastante mediano que serve para entreter em 130 minutos, e nada mais do que isso.
Nota 2,5/5

Anjos da Noite 4 – A Revelação (Underworld Awakening) – Selene é uma vampira, tinha a profissão de caçar lobisomens e então se apaixona por um hibrido vampiro/lobisomem e decide fugir com ele para longe de tudo para viverem felizes para sempre, só que nesse meio tempo, a humanidade descobriu a presença de ambas as raças e decidiu que eles deveriam ser extintos, e então somos apresentados a melhor parte do filme, com soldados fortemente armados executando o expurgo de vampiros e lobisomens pelas ruas de uma cidade qualquer, pena que essa parte não dura nem 5 minutos de exibição. Após Selene ser captura, temos um pulo de 12 anos na história e tudo que acontece a seguir são apenas situações para uma cena de ação atrás da outra com um foda-se para a história. A Atriz que faz Selene, Kate Backinsale (Que estará no remake de Vingador do Futuro), não tem um primor de atuação, e tem sua única função no filme ser retratada como uma sexy vampira em trajes super-apertados, que apesar de nos filmes anteriores ela estava bonita, nesse a vemos apenas como uma figura anorexa sem o mesmo charme de outrora. O filme mostra dezenas de inconsistências, como o fato de Selene buscar ajuda do detetive sem nunca ter interagido com ele no filme, e a péssima atriz mirim que parece ter saído diretamente d’O Chamado, até mesmo com a mesma maquiagem da Samara. Os péssimos efeitos especiais estragam muitas das cenas de ação (Isso sem contar o fato de que até agora quero saber onde Selene guardava tantas balas), os lobisomens soam totalmente falsos e sua animação não é fluida o salta aos olhos. Em resumo, é apenas um filme de ação genérico, com vilões caricatos e motivações totalmente clichês, ação e final previsível com uma protagonista que já perdeu seu timming. O filme consegue apenas satisfazer os fãs da saga ou os muito apaixonados por histórias de vampiros como Crepúsculo.
Nota 1,5/5

Os Três Mosqueteiros (The Three Musketeers) – Está aí um filme totalmente “what the fuck is going on here!” Uma mistura de “A Liga Extraordinária” com qualquer filme sobre os 3 Mosqueteiros. Acho que apenas a citação d’A Liga Extraordinária já depõe contra o filme, não que ele seja de todo ruim, porque sinceramente o achei meio divertido, apesar de todo o ambiente surreal. Sejamos sincero, um dirigível em forma de galeão de guerra fortemente armado é algo que nem em meus piores devaneios consigo imaginar. O filme conta com a bela Milla Jovovich fazendo o papel de hora perigosa e sexy ladra e espiã do cardeal da França e hora como um frágil e cômica lady francesa inocente, me arrisco a dizer que ela pode ser a melhor coisa do filme, em contra-partida temos o péssimo Orlando Bloom fazendo um Lorde Inglês, o igualmente péssimo Luke Evans (que fez um péssimo Zeus em Os Imortais) fazendo o papel do mosqueteiro Aramis, um ex-clérigo sem motivação alguma, na verdade, nenhum dos mosqueteiros tem motivação aparente além de Arthos que deseja de vingar da personagem de Jovovich. O filme tem uma péssima direção de arte, mesclar as roupas de galã das monarquias européias com as roupas atuais resultou em algo pavoroso, eu desenharia roupas melhores. Voltando, as piadinhas postas pelo roteiro totalmente idiota são totalmente imbecis, chega a dar vergonha alheia as cenas onde aparecem o rei e rainha da França de tão constrangedoras que são. Isso sem contar o protagonista do filme, D’Artagnan, interpretado pelo jovem Logan Lerman que apenas consegue ser uma figura caricata de jovem rebelde. Resumindo, o filme pode até divertir, se abstrair todos esses fatores, e nada além disso.
Nota 2/5

As Aventuras de Tintin – O Segredo do Licorne (The Adventures of Tintin) – Spielberg em sua melhor forma, é o melhor resumo para As Aventuras de Tintin. O filme é ótimo, bastante divertido com uma ação inteligente e ininterrupta do inicio ao fim, com uma excelente mescla de ação com comedia digna dos melhores filmes do Indiana Jones. Tintin é um jovem jornalista aventureiro, que após comprar a miniatura de um navio de guerra é arrastado para dentro de um perigoso mistério que o fará atravessar o mundo. Feito totalmente em computação gráfica com a mesma tecnologia de Avatar, apresenta os personagens com um gráfico extremamente realista mas ainda assim com um toque caricato dos quadrinhos originais em suas feições. Um dos destaque do filme é a atuação de Daniel Craig como o vilão Rackham, que apesar de estar claro desde o início que ele é o vilão, até metade do filme ainda temos um pingo de duvida sobre. Como falei anteriormente, o grande mérito do filme é sua ação, em diversos momentos exagerada, mais ainda assim super divertida devido a sua narrativa extremamente ágil com uma câmera centrada na ação onde podemos ver todos os detalhes do que está acontecendo ao redor, como na seqüência de motocicleta no país do norte da África. A história é super envolvente e evoluí os personagens de maneira igual, tudo isso graças a excelente direção de Spielberg que sabe como ninguém acelerar o filme no momento certo, bem como frear o andamento da história quando lhe é conveniente. Tintin é um espetáculo de filme, mas não é perfeito, a trilha sonora do filme criada pelo mestre John Williams de sucessos como Star Wars, Inidiana, Parque dos Dinossauros, entre outros, não consegue criar o mesmo clima que é apresentado na tela, as seqüência de ação se destacam mais pelos seus efeitos sonoros do que por uma trilha impactante, gosto bastante das trilhas de JW, mas acredito que seu tempo já tenha passado, uma pena na verdade.
Nota 4,5/5

A Invenção de Hugo Cabret (Hugo) – Uma Obra-Prima do cinema! Martin Scorsese, diretor de obras-primas como Taxi Driver, Touro Indomável, Os Bons Companheiros, A Última Tentação de Cristo e muitos outros, nos apresenta pela primeira vez em sua carreira uma aventura mágica e inocente que revela o melhor das pessoas, ao invés de seu pior lado. Hugo é um órfão que vive em uma estação de trem em Paris e tem o sonho de conseguir consertar um autômato deixado por seu pai antes de falecer, para isso conta com a ajuda de jovem Isabelle, interpretada pela fofissíma Chloë Moretz (de Kick Ass e Deixe-me Entrar), ela e Asa Butterfeild (Hugo) são os grandes destaque do filme, ambos atuam muitíssimo bem e conseguem passar tanto suas alegrias e frustrações de forma sincera, o que nos leva a acreditar em suas atuações. As atuações são o ponto forte do filme, Ben Kingsley tem uma puta atuação como George Méliès, figura história do cinema que filmou o clássico “Viagem à Lua” em 1902, e não podemos nos esquecer da memoráveis pontas de Christopher Lee e Jude Law. Hugo na verdade é uma homenagem de Scorsese ao cinema e seus primeiros desbravadores, somos apresentados a como os primeiros filmes foram feitos, assim como suas dificuldades e sua crise devido as Guerras Mundiais, tudo isso em ambiente mágico e super colorido, graças a uma direção de arte primorosa, que remete a nossos sonhos e pensamentos mais jovais. Foi uma pena Hugo ter perdido o Oscar para O Artista, mas isso não tira seu brilho de que para mim, é o melhor filme dos últimos 5 anos.
Obra-Prima

Awake (série) – Um detetive, Michael Britten (Jason Isaacs, Lucius Malfoy da saga Harry Potter) , está dirigindo seu carro com sua esposa (Laura Aleen de The 4400 e Dirt) e filho (Dylan Minnette de Saving Grace) e sofre um acidente onde um deles morre, ou melhor, os dois morrem. Espere, vou explicar, a cada vez que o personagem principal dorme, ele acorda em um mundo onde ou a esposa ou o filho está vivo, levando o público a imaginar se ele está atravessando dimensões enquanto dorme, ou se está em coma e sonha com tudo isso, ou até mesmo está morto e no purgatório (Alô, Lost? Alguém?). Devido ao fato de que ambos estejam vivos em realidades diferentes, Michael não entra em luto e segue sua vida normalmente como detetive, tendo apenas que lidar com a dor de seu filho que perdeu a mãe, e da esposa que perdeu seu filho, e os casos em que trabalha na delegacia, apesar de diferentes em cada realidade, um ajuda a solucionar o outro. A idéia da série é bastante interessante, um roteiro super-original que acredito possa ser bem desenvolvido, pena que nos dois primeiros episódios não foi bem isso o que aconteceu, a dinâmica entre os dois mundos é meio confusa, e faz o espectador ficar perdido sem saber em qual “dimensão” o protagonista realmente está, e a solução dos casos policias se demonstra de forma bastante forçada, a trama diz que o caso precisa ser solucionado, e ele é solucionado praticamente ao acaso, o roteiro diz, então tem que acontecer, não importa como. Mas apesar disso, a série tem potencial e continuarei a assistir.

16/03/2012 Posted by | Cinema, Filmes da Semana | , , , | 1 Comentário