Star Smuggler!

Contrabandeando informações

Filmes de dois meses…

Drive - Drive é um filme forte, violento e real, retrata a história de um dublê de Hollywood (Ryan Gosling de Tudo Pelo Poder) que leva uma vida paralela dirigindo carros para bandidos locais em rotas de fuga, entrega de mercadoria roubada etc… O filme tem uma narrativa meio arrastada, e em alguns momentos onde mostra a vida amorosa do personagem principal, demora um pouco a engrenar, mas isso é corrigido por uma boa atuação dos atores, principalmente da Irene (Carey Mulligan) que consegue transmitir inocência e preocupação de forma sincera e cativar o espectador que seus sentimentos são verdadeiros. As cenas de ação, apesar de não muito intensas, são perfeitas, pois não vemos capotamentos espetaculares, explosões grandiosas e nem intensos tiroteios, vemos um pega onde os carros saem da pista, derrapam de forma verdadeira e lutas e tiros como acontecem na vida real com extrema violência e sem firulas. Um filme como esse é perfeito em vários sentidos, merece ser listado como um dos melhores filmes de 2011 (apesar da estréia dele aqui no Brasil ainda ser ano.).
Nota – 4,5/5

Transformers 3 – O Lado Oculto da Lua (Dark of the Moon) – Ok, o filme é ruim, tem um péssimo diretor (Michael Bay) e uma história mais do que idiota… porém, sempre tem um porém… o filme é divertido pacas, efeitos visuais ótimos, uma ação ininterrupta de encher os olhos e robôs gigantes! A primeira metade do filme é extremamente chata, mostrando personagens caricatos de suas próprias caricaturas e totalmente sem emoção ou motivação condizente com seus diálogos, e conseguiram achar uma substituta para Megan Fox pior atriz que ela, e pior, sem o charme, pois achei ela totalmente sem sal, já que nem muito gostosa ela é. A parte da história, reconheço que desliguei o cérebro e deletei boa parte dela da memória, se me perguntar algo sobre ela vou falar sobre a história, responderei apenas que uma nave caiu na Lua e estão atrás dela, ponto. Mas a segunda metade do filme é foda, ações militares, robôs explodindo coisas, 1:20h do mais puro prazer cinematográfico masculino de ação ininterrupta! Na verdade, isso é a única coisa que Michael Bay sabe fazer, ação militar e explosões grandiosas, nossa, como eu queria ver ele fazendo um filme de guerra atual, MB filmando a Guerra do Iraque seria perfeito, apesar de que o filme não teria história alguma!
Nota 2,5/5

Contágio (Contagion) - Vamos lá, trocentos atores famosos, Matt Damon, Lawrence Fishburne, Gwyneth Paltrow, Jude Law, Kate Winslet, Marion Cotillard e alguns outros. É muito talento para pouco filme, melhor dizendo, é muito talento para pouquíssima participação desses atores, o único dessa turma que consegue se destacar é Jude Law, justamente por ter mais tempo em tela, seguido por Matt Damon. O filme não é bom, e nem é ruim, ele é apenas muito mal desenvolvido em diversos aspectos, o primeiro aspecto é que são muitos personagens, muitos mesmos, e não dá para desenvolvê-los como deveria, nem mostrar suas motivações, deixando a impressão que eles são apenas jogados na história de qualquer maneira, como o caso de Marion Cotillard, uma imunologista que trabalha para a OMS (organização mundial de saúde) que aparece do nada, é sequestrada do nada e encerra sua participação do nada, ou seja, ela representa nada no filme, uma pena, pois ela é uma grande atriz ganhadora de Oscar por Piaf, um hino ao amor. O filme fala sobre uma pandemia que matou quase 40% da população mundial e como ela interfere na vida de alguns médicos e da população civil. O único mérito desse filme para mim é a como ele retrata o desespero da população em busca de remédios e o caos devido a falta de esperança. De resto, o filme é facilmente esquecível, e há melhores do gênero, como “Os 12 Macacos.”
Nota 1,5/5

Imortais (Immortals) - Taí um filme ruim, onde os produtores praticamente ligam o foda-se para a história e concentram tudo que tem nos efeitos e nas cenas de luta. Imortais nada mais é que uma copia (um pouco melhorzinha) do novo Fúria de Titãs (que é um lixo completo) misturado com o jogo God of War. Teseu (Henry Cavill – o novo Superman) tem que liderar o povo grego contra as barbáries do Rei Hiperion (Mickey Rourke) e conta com a ajuda da oráculo virgem (momento de suspiro) Freida Pinto (que por sinal aparece nua, pena que de costas, e pena 2 que deve ser uma duble de corpo). Tem até um bom elenco, mas a direção fode o filme todo, ele não fluí muito bem e a motivação dos personagens é muito forçada ou totalmente inexistente. Quase nada nesse filme se salva (apenas a bunda da Freida Pinto). A parte onde o Deus Apolo intervêm para salvar Teseu me lembrou muito de Cavaleiros do Zodíaco, com Apolo se movendo a velocidade da luz para matar os soldados, apesar de usar uma vestimenta ridícula com um elmo que provoca vergonha alheia, e por falar no figurino, “Meu Deus!” Que coisas horríveis, as vestes dos Deuses gregos até vai lá, mas porra, aqueles elmos são sacanagem, sério que algum pensou que aquilo ficaria legal? E a armadura do Mickey Rourke, senti pena dele por ter que se sujeitar a tal king kong. E que merda eram aqueles titãs? Os bonecos de massinha do Power Ranger? E ainda matam facilmente os Deuses, esse filme é um atentado para com a mitologia grega!
Nota 1/5

Gigantes de Aço (Real Steel) - Vemos aqui um filme de Steve Spilb… ops, não é dele, mas possui drama familiar com uma historinha super gostosa! Hugh Jackman é Charlie Kenton, um ex-lutador de boxe que com o surgimento da liga de robôs que “matou” os esportes de luta, virou comandante de robôs que lutam boxe. O filme é inspirado em um brinquedo muito comum nos EUA e por isso achei que teria uma história bem idiota, mas para calar minha boca, foi totalmente o contrário, ele conta com uma ótima história e uma boa direção que consegue retirar o melhor dos atores. Jackman que apesar de estar com sua aura de Wolverine, se encaixou muito bem no personagem com uma ótima atuação, principalmente quando interage com seu filho no papel clichê de um pai relutante. A narração e o ritmo do filme se mantêm o mesmo durante toda a película, o que torna a exibição bastante agradável, somado isso com os ótimos efeitos, temos um belíssimo filme, apesar de que você já sabe como ele terminará na metade do filme, já que todo filme desse tipo tem exatamente os mesmos clichês, pai relutante em aceitar o filho, eles se aproximam, pai deixa o filho por achar que é melhor para ele, pai volta a fazer as pazes com o filho e mostra um momento de superação. Já viu um filme desses, já viu todos. Mas não tira os méritos de Gigantes de Aço.
Nota 3,5/5

Gato de Botas (Puss in Boots) - Um filme infantil descompromissado, diverte e agrada por 90 minutos mas é apenas isso. Gato de Botas é um spin-off da série Shrek, e conta sua origem, particularmente, acho o Gato de Botas o único personagem interessante dos últimos 2 filmes da série, já que achei Shrek Terceiro e Para Sempre um pé no saco, e merecia um filme solo depois dos fracassos já citados. Antonio Banderas dá vida magistralmente ao Gato, e junto com Salma Hayek reedita a dupla de sucesso de “A Balada do Pistoleiro” e “Era Uma Vez no México.” Os dois atuam bem juntos, mas muita gente pode pensar, mas é uma animação, como é que os dois atuam? É simples, suas vozes e expressões são gravadas antes da edição final do filme, e os animadores seguem suas marcações para animar os personagens. Sobre o filme, ele é fraco, tem uma história rasa sobre amizade e traição e brinca com o tradicional conto de João e o Pé de Feijão levando-o para o deserto mexicano. Ele segue o roteiro da maioria dos filmes infantis, então não vemos nenhuma surpresa no andamento da história e podemos prever sempre o que acontecerá. Uma das coisas que gostei no filme foi o ataque da mãe ganso gigante na cidade natal do Gato, achei bastante engraçado, principalmente o fato de o ganso ter dentes afiados e ser fofo e assustador ao mesmo tempo. Tirando isso, apenas um filme divertido, mas que assim que termina de ver, ele facilmente saí de sua memória.
Nota 2/5

17/02/2012 Publicado por | Filmes da Semana | 2 Comentários

Star Wars Ep.1 A Ameaça Fantasma 3D

Não tenho certeza do ano exato, se era em 1995 ou 1996, ganhei de meu irmão, como presente de natal, uma fita do jogo Super Empire Strikes-Back para o saudoso SNES, era um jogo de plataforma fantástico, rapidamente me viciei nele, tinha uma jogabilidade fantástica e uma dificuldade desafiadora, jogar com Luke Skywalker no planeta de gelo, pilotar naves espaciais em gráficos fantásticos (para a época é claro) e inimigos assustadores. Mas não foi apenas por causa desse jogo que me tornei fã de SW, em 1997 estreou nos cinemas a Edição Especial da trilogia clássica, e então meu irmão me leva para ver o Ep.4 Uma Nova Esperança no São Luis, cinema aqui no Largo do Machado, foi aí que me apaixonei pelo universo criado por George Lucas, depois do Ep.4 veio o Ep.5 e 6 que apenas cresceu ainda mais minha admiração pela obra, tinha 13-14 anos, um adolescente facilmente influenciável, influência essa que dura até hoje.

Em 1999, estréia nos cinemas do mundo inteiro o Ep.1 – A Ameaça Fantasma, um filme que viria para novamente revolucionar a forma de fazer cinema com atores atuando junto com simulacros virtuais que virariam padrões em filmes como Matrix e Senhor dos Anéis nos anos posteriores e bastante utilizado nos dias atuais. Lembro de ter comprado o ingresso com 1 semana de antecedência, no mesmo São Luis da rede Severiano Ribeiro no Largo do Machado, comprei o ingresso para a pré-estréia, era uma quarta-feira, o cinema estava lotado, várias pessoas estavam fazendo cosplay e a maioria portava sabres de luz, entrei na sala e me sentei, assim que a sala ficou escura e o logo da Fox apareceu, foi aquela gritaria eufórica, quando apareceu o “Há muito tempo em uma galáxia muito, muito distante…” o cinema veio a baixo, sabres de luz luminosos dançavam na escuridão da sala e todos gritavam e aplaudiam, foi uma das noites mais mágicas de minha vida, eu sentia a euforia tomas conta da sala e a magia preencher meu ser (ok, ficou meio gay, mas continuando…). Essa noite é aquela que sempre guardarei na memória, me recordo de tudo que aconteceu, das piadinhas sobre a Padmé ser papa-anjo, da comemoração de quando Darth Maul morreu e da tristeza quando a película terminou… E nada do que aconteceu essa semana irá retirar essa memória de minha mente.

A Ameaça Fantasma foi re-lançada em 3D essa semana, e obviamente, era imperativo que eu fosse ver, devido a minha paixão e toda minha história que eu tenho com a franquia. O Ep. 1 não é um filme para todos os gostos, é um filme político com vários paralelos com nossa própria história, particularmente o acho melhor que o Ep.2 A Vingança dos Clones, eu o considero um bom filme, mas ainda assim, inferior os demais 4. O filme é uma grande apresentação ao rico universo de SW, mostrando como os Jedi eram os guardiões da paz e justiça na República, somos apresentados ao Mestre Jedi Qui-Gon Jinn (Liam Neeson) e seu aluno Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor), que tem a missão de negociar com a Federação de Comércio o fim do bloqueio armado ao pequeno planeta de Naboo, cujo regime é uma monarquia democrática, com sua jovem rainha, Padmé Amidala (Natalie Portman), eleita pelo voto popular. Com a ajuda dos Jedi, Padmé consegue fugir de seu planeta para pedir ajuda a seu povo no Senado Galáctico na capital da galáxia, no planeta de Coruscant, mas devido sua nave ter sido avariada durante a fuga, terminam parando em Tatooine, um planeta deserto onde conhecem Anakin Skywalker (Jake Lloyd), o personagem principal da saga, um escravo com um forte chamado para a Força, uma energia mística que dá poder aos Jedi.

A Federação de Comércio é uma clara alusão a antiga Companhia das Índias Ocidentais que dominavam as rotas comerciais marítimas por todo o planeta, e quando algum país não pagavam suas altas taxas, efetuavam bloqueio marítimos com seus poderosos navios de guerra, um dos muitos paralelos históricos presente na saga. Assim como o Senado Galáctico que remete ao Senado da Roma Antiga, de antes do Imperador Julio Cesar transformar a República em um Império de proporções gigantescas (transformação essa que se dá no Ep.3 A Vingança dos Sith), vale citar também que durante a audiência no Senado Galáctico temos a participação especial da raça dos Et, do filme de Spielberg, ET, O Extra-terrestre.

O Ep. 1, como falei, é um filme político e de ritmo extremamente lento em diversas partes, tem bastante defeitos mas também tem suas virtudes. Devido a seuar político, para poder compreendê-lo claramente, precisamos captar as entrelinhas, já que os pontos principais do filme são subjetivos, como a ambição de Palpatine e suas jogadas políticas aliadas com a Federação de Comércio, o ritmo lento e estagnado do segundo ato da exibição leva a maior parte do público a se irritar, pois espera outro desenrolar de narrativa. Para mim, essa parte é uma das virtudes do filme, pois somos apresentados ao que SW realmente é! É a saga de ascensão, queda e redenção de Anakin Skywalker enquanto vemos a queda de uma República, o surgimento de um Império e sua eventual queda. Não podemos analisar esses dois fatores sem compreender as núncias políticas presente, e nisso George Lucas conseguiu passar no Ep. 1 e mais detalhadamente no 2. O terceiro ato do filme também é um caso a parte, um eletrizante final em 3 frentes de batalha, temos o magnífico duelo dos dois Jedi contra um Sith, uma batalha espacial e uma batalha terrestre entre um exercito bem superior ao outro, tudo isso envolto com uma maravilhosa trilha composta pelo mago John William. Mas nem tudo no filme é maravilha, o filme tem o personagem mais idiota e odiado da história do cinema, Jar-Jar Binks, ele consegue me irritar quando está em cena, suas piadinhas são estúpidas e me dá vontade de matar quem o criou… Isso sem contar o garoto sem graça escolhido para fazer o Anakin, ele não convence no papel e apenas irrita o espectador.

Agora que já falei sobre o filme, volto ao seu re-lançamento em 3D, fui ao cinema esperando ter 2h de prazer assistindo a um bom filme o qual tenho ótimas memórias em minha adolescência, como citei anteriormente, e saio da sala com um sentimento de raiva sem tamanho e totalmente puto, para ter uma idéia, o melhor da exibição foram os trailers em 3D de “A Invenção de Hubo Cabret” e “John Carter” (que irei ver em 3D). Tive um pressentimento que algo não estava bom antes mesmo de começar os trailers, quando passou um clipe em 3D do Skank patrocinado pela Fiat, mas tudo bem, vamos em frente, logo da Fox, ok, beleza, sobre as letrinhas de SW e me animo, mas, infelizmente tem um “mas,” eis que aparece a nave e me pergunto: “Cadê o efeito 3D dessa merda?” Simplesmente não estava lá, o efeito 3D é notado apenas em closes fechados, e mesmo assim trata apenas de sobreposições de camadas sob camada com filtros de nitidez diferentes para dar efeito de que estão em planos diferentes, mas na verdade não fica 3D, são apenas camadas 2D em planos de visão diferente, e em tomadas abertas e de ação, não tinha como perceber esses planos, a única coisa realmente 3D no filme eram as legendas, essas sim ficavam voando sob a tela. Uma pena que Ep. 1 teve uma péssima conversão para 3D, acho que o único da saga que pode ser interessante é o ep.3 que foi filmado em tecnologia digital. Mas o que importa é que apesar da péssima experiência em 3D, ela não manchou o que sinto pelo filme nem minha memória sobre seu lançamento em 1999.

E que venha Titanic em 3D!

Star Wars Ep.1 A Ameaça Fantasma – nota 3/5

16/02/2012 Publicado por | Cinema | , , , | Deixe um comentário

Filmes da Semana

Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes) – A multiplicação dos Macacos, é como esse filme deveria se chamar, porque depois que Cesar liberta os macacos, aparece primatas de todos os locais, é incrível, tinha uns 20 no abrigo, uns 10 no zoológico e aparecem mais de 300 andando pela cidade, e de várias espécies diferentes!!!

Mas antes de falar sobre o filme tenho que abrir meu coração, Freida Pinto, sua linda, por você eu casava, matava, morria e seria seu escravo, já a achava linda em Quem Quer Ser um Milionário, nesse filme então ela virou uma deusa indiana para ser idolatrada (ok, forcei um pouco a barra mas é bem verdade), pena que ela tem pouca participação no filme, mas rouba a cena quando aparece já que James Franco não compromete o filme mas também não se destaca, mas John Lithgow (o Trinity de Dexter e Um Hospede do Barulho) tem um destaque enorme como um paciente terminal. Planeta dos Macacos é um novo marco na computação em filmes, as expressões dos macacos, todos criados digitalmente está perfeita, seus movimentos, assim como o balançar de seus pêlos atingiu um patamar de perfeição enorme, mostrando que os animadores pesquisaram a forma de agir dos primatas, com suas particulariedades assim como a dinâmica deles em sociedade. A história do filme também é ótima, apesar de um pouco ágil, com bastantes pulos no tempo o que pode deixar confuso um espectador pouco atento, somando isso a um clímax foderoso com os macacos vs. policiais e Swat, Planeta dos Macacos é candidato a um dos melhores filmes do ano.
Nota: 4,5/5

Conan, O Bárbaro (Conan, The Barbarian) – Conan, o metrossexual, e não o bárbaro como o título diz, cabelo sedoso, sobrancelha bem feita, gloss labial… mas isso não importa, falemos do filme, ele em si é bestinha e raso, pode até divertir em 110 minutos, mas facilmente esquecível. Parece mais um vídeo-game que do que um filme, temos o prólogo, Conan nasce, criança, pais morrem e então é mostrado detalhamente todos os presentes na cena, e Conan vai atrás em busca de vingança, em cada fase Conan enfrenta hordas de inimigos até chegar nos chefões, cada um mais difícil que o anterior, e no meio do jogo, Conan enfrenta o chefão final, perde e ganha um “level up” e voltam as fases de hordas de inimigos e chefões, e assim vai até o final do filme… ahhh, sem contar que as “fases” são tudo copias de outros jogos e filmes, temos um cenário muitíssimo parecido com Príncipe da Pérsia, as minas de Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel, Piratas do Caribe, entre outros. Os filmes originais de Conan com o Schwarzenegger também não são essa Brastemp toda, porém tem o Schwar, e apenas ele salvava o filme, tanto com seu carisma como presença, algo que não acontece com o Jason Momoa, que apesar de ótimo na série Games of Throne onde fez um papel muito semelhante e ficou excelente, não conseguiu transportar ao filme nenhum pouco de carisma, e quando resolvia atuar era um desastre. Mas o que me irritou muito no filme foi a nudez super contida e o sangue extremamente falso que doía meus olhos. Em resumo, é um filme besta, que não tem nada de novo e não acrescenta em nada a ninguém, ahh, não podia esquecer de falar, e o Stephen Lang, hein? Se especializando em fazer personagens maus e mal-encarados, como o Coronel de Avatar e Terra Nova e agora esse vilão incestuoso canastrão.
nota: 2/5

Caubóis e Aliens (Cowboys & Aliens) – Taí um filme que não dava um tostão furado, sabia que seria uma verdadeira bomba, mas me surpreendeu positivamente, não é um filmãoooo, mas é muito bom, diverte bem em 135 minutos, se relevar um errinho aqui e acolá, Harrison Ford e Daniel Craig tem uma ótima química junto além de ter uma presença do caralho sozinhos em cena, Ford com poucas palavras e apenas sua expressão facial consegue nos passar o porquê ele é um ator do caralho, mesmo que ultimamente tenha feito filmes bem medíocres (como Divisão de Homicidios), e Craig é foda, sou fã dele desde 007, ele tem um ótimo físico para filmes de ação e aventura, a contrapartida é a Olivia Wilde (a 13 da série House e Tron Legacy) que apesar de linda e de olhos azuis impar, ainda não mostrou para que veio com uma atuação genérica e sem brilho algum, há atrizes mais lindas e mais talentosas por aí com certeza, deve ter um ótimo agente certamente, outro ator que se destaca é Sam Rockwell que já trabalhou com o diretor Jon Favreau em Homem de Ferro 2.

Jon Favreau nos entrega um filme nunca antes imaginado, inspirado em uma história em quadrinhos do mesmo nome, convenhamos, caubóis vs. aliens? quem poderia imaginar algo assim? E não é que a idéia não é tão esdrúxula assim? Sério, os aliens vivem aparecendo em filmes, por que não eles também aparecerem no passado? Essa é uma idéia que possivelmente sairia uma bomba, mas Favreau filma uma história séria, sem muitas firulas nem apelar para o piadinhas sem graças ao decorrer do filme, é claro, o filme tem alguns problemas de narrativa e várias cenas são totalmente clichês, mas explica tudo muito bem amarrando todas as pontas soltas, além de um final onde você acredita que aquilo realmente possa ter acontecido. Em resumo, um filme super divertido e vale muito a pena assistir.
Nota: 3,5/5

27/11/2011 Publicado por | Cinema, Filmes da Semana | , , , , | 2 Comentários

Se Beber Não Case – Partes 1 e 2

Realmente, essas comédias bestas não fazem meu gênero, é sério… assisto, assisto, e tudo que vejo são piadinhas idiotas, repetitivas e totalmente sem graça. E é isso que aconteceu comigo vendo “Se beber não case – Parte 2,” o filme é apenas uma copia mal-feita do primeiro. a mesma história, as mesmas situações e as mesmas piadas sem graça do primeiro, só que dessa vez na cidade de Bancock na Ásia.

O primeiro filme eu achei bem fraco, mas assistível, legalzinho para passar o tempo mas totalmente esquecível depois de 10 minutos, com uma situação ali e acolá engraçadinhas e só, tentando fazer graça com estereótipos, o baixinho asiático bandido, o gordinho tapado e nojento, o gostosão que tem a moral, o idiota que é pisado pela esposa, como podem ver, nada de original. Na história um dos amigos vai se casar e resolver tem uma despedida de casamento em Las Vegas, obviamente, enchem a cara, misturam álcool e drogas e esquecem tudo que fizeram na noite anterior, roteiro original? Nenhum pouco, já vi essa trama em vários outros filmes e séries. Resumindo a história, é um filme de bêbados, feito possivelmente por bêbados, para bêbados… Apenas um verdadeiro bêbado consegue achar graça das situações vividas pelos amigos, o que para mim, a maioria delas foi, digamos, constrangedoras. Eu nem espero uma atuação boa nesse tipo de filmes, nem tem como, então nem entro nesse mérito, mas o Mike Tayson interpretando ELE MESMO foi de doer, meu Deus, gastaram uma grana ferrada para colocá-lo no filme para fazer aquilo? Vergonha alheia é pouca.

Agora vamos falar do 2, me Deus², se o primeiro ainda tinha algum pingo de graça, nesse vemos o mesmo filme que o primeiro, só que com outras situações, os mesmos atores com atuações igualmente medíocres e um desfecho totalmente idiota, e a tortura dura 100 minutos.  É, acho que só tenho isso para falar do filme mesmo…

Agora eu tenho que fazer uma análise minha, será que eu sou muito exigente? Antigamente tínhamos ótimos filmes besta de comédia, como: “Curtindo a Vida Adoidado,” “Loucadêmia de Polícia,” “Um Morto Muito Doido,” “Um Peixe Chamado Wanda,” “SOS Tem Um Louco Solto no Espaço” entre outros, além das comédia inteligentes como as do Monthy Python A Vida de Brian e Em busca do Cálice Sagrado. Eu sei que cada geração tem seu gosto, mas pô, é só ver que o Adam Sandler é o papa da nova geração de filmes de comedia, o cara é um Keanu Reavers piorado, só saber fazer uma expressão. Mas eu sei que muita gente discorda de mim, e respeito suas opinião (a maioria das vezes é claro, outras eu apenas tolero), afinal, gosto é algo particular, como bunda, cada um tem a sua. Compreendo perfeitamente o grande público achar graça nessas piadas sem graças, até mesmo por causa da cultura e escolaridade brasileira, mas quando pegamos uma pessoa mais culta que gosta dessas coisas… Bem isso eu não consigo compreender muito bem, mas prefiro não entrar nesse mérito…

By the way, muita gente me crítica, Cláudio, por que assiste esses filmes se você nunca gosta? Oé, a resposta é simples, mesmo sabendo que o filme tem tudo para ser uma grande bosta, eu nunca prejulgo uma película, vai que eu gosto, como já aconteceu antes… Essa semana estreou Amanhecer nos cinemas, eu sei que o filme vai ser uma porcaria, mas quando já estiver disponível na internet ou o verei, não para sofrer, e sim porque sempre tem a esperança dele ser razoável e me agradar, nunca se sabe né? :)

Se beber não case: Nota 2/5
Se beber não case – Parte 2: Nota 1,5/5

20/11/2011 Publicado por | Cinema | , | 1 Comentário

Top 10 épicos

Os grandes épicos, as grandes super produções sempre chamaram o público, seja pela magnitude dos cenários, pelos atores ou pela história, mas o fato inegável é que esses filmes são verdadeiras aulas de história, nos contando sobre sua época, no caso de “…E o Vento Levou” e “Crepúsculo dos Deuses” ou de fatos históricos, como em “Os 10 Mandamentos” com uma história bíblica, ou em “Uma Ponte Longe Demais” retratando a segunda guerra na Europa. Então nesse top, listo os meus 10 filmes preferidos de vários gênero produzidos antes de 1969, mas falarei apenas dos 3 melhores para mim, são eles:

10: O Mais Longo dos Dias (Guerra – 1962 – com John Wayne, Sean Connery e Henry Fonda)
09: Os 10 Mandamentos (Bíblico – 1956 – com Charlton Heston)
08: O Mágico de Oz (Musical infantil – 1939 – com Judy Garland)
07: Spartacus (Épico histórico – 1960 – de Stanley Kubrick com Kirk Douglas)
06: …E o Vento Levou (Romance – 1939 – com Clark Gable e Vivien Leigh)
05: Ben-Hur (Épico histórico – 1959 – com Charlton Heston)
04: Crepúsculo dos Deuses (Drama – 1950 – com Gloria Swanson)

Grand Prix é um filme grandioso, tem uma linda fotografia e recursos técnicos inovadores para a época, foi o pioneiro em colocar uma câmera em um carro de F1. Grand Prix conta a história do glamoroso bastidor do circo da Formula Um na déc. de 60, a história é focada em 3 pilotos, o francês várias vezes campeão Jean-Pierre (Yves Montand), o jovem e audaz piloto inglês Scott Stoddard (Brian Bedford) que sofre um acidente por causa de seu companheiro de equipe, o americano Pete Aron (James Garner) no luxuoso GP de Mônaco que acaba demitido e posteriormente contratado pelo Izo Yamura (Toshirô Mifune, de Os 7 Samurais e Yojimbo) da equipe Yamura (uma referência a chegada da Honda na F1).
Admito que quando assisti esse filme, tive uma conexão impar com ele, eu cresci vendo o Ayrton Senna ganhar as corridas nas manhãs de domingo, e assisti Grand Prix me devolveu aquele sentimento que tinha quando era criança, um misto de emoção e nostalgia, além de que o filme é ótimo, mostra muito bem os bastidores das corridas, todo o glamour, bebidas e mulheres, o filme é grandioso, demorou meses para ser filmado, acompanhou toda a temporada de F1 do ano de 1965, mostrando a realidade dos GP europeus, assim como os perigos que os pilotos enfrentavam pelas faltas de segurança nos autódromos e carros. A narração do filme, lenta em certos momentos, é ótima para o andamento do filme, e consegue desenvolver igualmente todos os personagens, mostrando claramente toda sua angustia, motivação, medo e coragem, além de ótimas atuações, como no caso de Toshirô Mifune que rouba a cena onde aparece e do Yves Montand. Como falei anteriormente, o aspecto técnico do filme é magnífico, onde vemos que um filme de 1966 conseguiu colocar uma câmera cinematográfica (q na época era grande e pesada) em um carro de F1 com um sistema de giroscópio, para poder filmar perfeitamente na grande curva de Monza de 35º (curva essa que não existe mais no atual circuito). Grand Prix é um ótimo filme que todos os fãs de corrida e cinema, deveriam ver!

Lawrence da Arábia é um filme magistral, particularmente com os cenários e tomadas mais lindas que já vi em um filme. Lawrence da Arábia é baseado no livro “Os Sete Pilares da Sabedoria,” livro bibliográfico de T.E. Lawrence (interpretado por Peter O’Toole) , e conta a história de como um oficial do exercito inglês na época da Primeira Guerra Mundial que teve papel chave na “Revolta do Deserto,” onde conseguiu unir diversas tribos do deserto que estavam em guerra entre si para se opor a opressão do Império Turco e posteriormente ocupar as cidades de Damasco, Aqaba e Tafas.
Lawrence é um filme grandioso que quebrou vários paradigmas da época, indo de encontro a tudo que foi estabelecido como receita de sucesso para filmes, para começar temos sua duração, quase 4 horas de película, atores desconhecidos (para a época é claro), um roteiro sem heróis, romances e privilegiando os conflitos psicológicos dos personagens, filmado totalmente no deserto inóspito na antiga Jordânia e um elevadíssimo custo de produção (algo em torno de 300 milhões de dólares em valores atuais). A fotografia do filme é belíssima, e para conseguir aquelas tonalidades perfeitas, a equipe de produção passou meses no deserto esperando o pôr do sol e crepúsculo perfeitos para filmar, atuações perfeitas de mestres do cinema como Omar Sharif (Doutor Jivago), Alec Guinness (O Obi-wan da trilogia clássica de Star Wars), cenas de ação muitíssimo bem filmadas em grandes cidades cenográficas, a crítica fortemente presente sobre o colonialismo inglês na África… bem, há muito o que se falar desse filme, mas nenhum delas negativa (exceto é claro pelos interlúdios de pausa, hehe), é um filme obrigatório para todos que gostam de cinema, é um dos poucos filmes que eu considero perfeitos, uma excelente obra-prima.

Doutor Jivago é uma aula de história sobre a revolução bolchevique e a guerra civil russa, uma das histórias mais densas e lindas que já vi. O filme foi adaptado do poema “Um Romance de Poeta” do grande poeta russo Boris Pasternak, que sofreu bastante com o novo regime socialista implantado após a revolução com seus livros , uma dura critica ao regime, banido de toda a Rússia. O poema é autobiográfico, sendo utilizado um alterego para esconder sua identidade, no filme somos apresentados ao médico e poeta Doutor Yuri Jivago (Omar Sharif) que tem uma boa e confortável vida na época dos Czar na Rússia vê sua vida de ponta a cabeça quando a Revolução Bolchevique consegue derrubar o antigo regime e põe fim na “ditadura do proletariado,” Jivago e sua esposa Tonya (Geraldine Chaplin) se encontram do dia para a noite sem posses, bens e lar, já que agora tudo pertence ao povo, desesperançado parte em busca de novo sentido e conhece e se apaixona pela bela Lara (Julie Christie), mas a guerra civil russa fica em seus caminhos.
O filme é totalmente anti-comunista, e nos mostra as barbáries cometidas durante a revolução e a guerra civil, o diretor, David Lean que é considerado um dos melhores da história do cinema, consegue de forma magistral colocar os comunistas como vilão do filme mas sem fazer com que o filme ficasse pós-czares, já que nos colocamos na pele de Jivago, o que deve deixar partidários comunistas putos da vida, e conseguiu retratar bem as transformações passadas pela Rússia luxuosa no final do séc. XX até a coletividade de trabalhadores da URSS na déc de 30. Apesar do background anti-comunista, o filme é uma linda história de amor e perca, somos apresentados a belas paisagens com uma excelente fotografia, porém, a narração lenta em todos seus 190 minutos possa cansar o público que não está acostumado com filmes arrastados, e apesar de Omar Sharif ser super carismático, ele não tem uma boa atuação, apenas não compromete o personagem, em contrapartida, Julie Christie tem uma belíssima atuação e química com Sharif, o que tornas suas cenas conjuntas maravilhosas, e para completar, a cereja do bolo é a atuação de Alec Guinness como um oficial do exercito da URSS. É uma obra-prima, uma aula de cinema e história, obrigatória para todos.

03/11/2011 Publicado por | Cinema | , , , , | 2 Comentários

Capitão América – O Primeiro Vingador

Um ícone da cultura pop mundial, não tem como não se falar em quadrinhos sem lembrar de Homem-Aranha, Superman, Batman e Capitão América, um dos personagens mais conhecidos mundialmente é retratado nos cinemas pelo Chris Evans na nova leva de filmes da Marvel que se iniciou com Homem de Ferro, passou pelos filmes do Incrível Hulk, Homem de Ferro 2 e Thor, e culminará no vindouro filme d’Os Vingadores.

Capitão América – O Primeiro Vingador é um excelente filme e fecha com chave de ouro a apresentação dos personagens da Marvel, é claro, tirando umas coisinhas aqui e ali sobre a Segunda Guerra Mundial, mas disso falo depois. Steve Rogers (Chris Evans de Quarteto Fantástico e) é um jovem franzinho com o sonho de ajudar seu país durante a época de maior necessidade, corajoso e determinado conseguiu se alistar no exercito americano para combater os nazistas na Europa, durante o processo, Steve chama a atenção do pesquisador militar Dr. Abraham Erskine (Stanley Tucci de O Diabo Veste Prada) que o seleciona para o projeto ultra-secreto chamado Super Soldado, durante seu treinamento, Steve conhece e se apaixona pela bela Peggy Carter (Hayley Atwell de A Duquesa). Após o sucesso do experimento, os políticos de Washignton decidem utilizar Steve para levantar fundos para guerra com shows por todo os EUA, após um evento fracassado no front italiano, Steve se reencontra com a agente Carter e desacata uma ordem direta de seu comandante, o Coronel Chester Phillips (Tommy Lee Jones de Onde os Fracos não Tem Vez e O Fugitivo), para resgatar um grupo de soldados em uma instalação da Hydra comandada pelo mortífero Caveira Vermelha (Hugo Weaving de Matrix e V de Vingança).

O filme tem mais virtudes do que defeitos, e tem sim alguns defeitos, para começar, um filme que se passa na Segunda Guerra e não mostra nenhum símbolo nazista (Ok, eu sei, apenas por mostrar a suástica teria que elevar a classificação etária do filme, mas pombas! o filme mostra um inimigo sendo dilacerado por hélices de um caça e mostra um imenso rastro de sangue e os produtores se preocuparam com os símbolos nazistas? Vai entender) exceto pelo broche da SS na gola de um oficial da Gestapo. As cenas de ação também são bastante fracas e não empolgam, em momento algum o diretor consegue mostrar que Steve está realmente em perigo, pois ele consegue cuida facilmente dos inimigos sem muito esforço, e quando finalmente parece estar encurralado, sacamos na hora que se trata de um plano. As cenas também pecam pelo cenário digital que não convence, como na cena do trem que tornar toda aquela ambientação bastante surreal, isso sem falar no equipamento dos soldados da Hydra, bastante futuristas até mesmo para os dias de hoje, um tecnologia em torno de 300 anos a nossa frente, tecnologia essa mais condizente com um filme de alienígenas, não da Segunda Guerra, o que me deu várias vezes a impressão que eles queriam imitar a Liga dos Cavaleiros Extraordinários (um péssimo filme com Sean Connery). Mas isso tudo se torna fichinha quando somos apresentados ao grande vilão do filme, o Caveira Vermelha, o comandante supremo da Hydra, na verdade um louco com um plano mais louco ainda além de totalmente clichê, certo, o cara que destruir as principais cidades do mundo, mas para quê? Apenas por que é mau? Ele tem um sonho para o futuro o qual não revela no filme? A única evidencia disso é quando ele fala de um futuro sem bandeiras na sua luta com o Capitão (que por sinal tem um final totalmente anti-climax para quem não entende nada de quadrinhos), porém, em momento algum do filme o roteiro nos deixa claro o que o Caveira deseja, e nem mesmo o super talento Hugo Weaving, que em V de Vingança conseguiu transmitir emoção atrás de uma máscara, conseguiu dar profundidade psicológica ao vilão, que nenhum momento se mostra uma verdadeira ameaça, apenas um louco qualquer caindo em todos os momentos em clichê atrás clichê apenas para mostrar sua maldade.

Mas como disse anteriormente, apesar de todas as falhas, o filme tem grandes virtudes, a primeira é pela caracterização de época, Nova Iorque da década de 40 é fielmente retratada mas com uma estilização que remete bem aos traços dos quadrinhos, a fotografia também é excelente, e consegue mudar de tons pasteis/sépia durante a primeira metade do filme, para o cinza escuro/oliva das florestas européias onde as batalhas acontecem. Capitão América tinha tudo para ser um filme extremamente patriótico, ainda mais em época de combate ao terrorismo e toda a propaganda militar do atual governo dos EUA, mas os escritores conseguiram contornar o lado patriótico mostrando os interesses políticos por trás da guerra em momentos chaves da projeção, a parte onde Steve é obrigado a participar de shows para arrecadar fundos utilizando sua imagem de herói que foi produzida pela mídia americana é o ponto alto do filme (esse assunto é muito melhor abordado no excelente A Conquista da Honra, filme de Clint Eastwood) e nos faz pensar como a população americana era iludida pela propaganda, evidenciado pelo corte onde somos transportados de um show alegre e brilhante para a triste realidade nas linhas de frente. Chris Evans consegue dar uma boa dose de patriotismo ao personagem assim como humanizá-lo, porém acaba se tornando neutro devido suas limitações de atuação, o que não compromete nem consegue destacar o personagem, o tradicional não fode nem saí de cima, porém o mesmo não pode ser dito de Hayley Atwell que consegue nos marcar com sua personagem e transformá-la em algo mais do que um simples interesse romântico de Steve, vemos uma mulher forte que consegue superar o preconceito contras as mulheres muito presente até os dias de hoje, mas o grande destaque do filme é com certeza Tommy Lee Jones, que  tem o timing perfeito para declamar suas falas somadas a sua linguagem corporal e consegue roubar a cena em todas as suas aparições.

Durante o filme, para quem é fã das histórias em quadrinhos do universo Marvel, somos apresentados a várias aparições, temos o primeiro Tocha Humano sendo apresentado na Stark Expo, Harold Stark, pai de Tony Stark que nesse filme é retratado como Howard Hughes, famoso empresário e aviador que ajudou os americanos na guerra e foi recentemente retratado no filme O Aviador com Leonardo diCaprio, temos o Comando Selvagem de Nick Fury, citações aos deus Asgarnianos e uma ou outra citação ao universo Marvel. Mas apenas fã mesmo para captar e entendê-las.

Capitão América cumpre muito bem sua função de pavimentar o caminho para o futuro filme d’Os Vingadores e mantêm o elevado nível da franquia da Marvel iniciada em Homem de Ferro, o trailer ao final dos créditos é a cereja do bolo que nos dá água na boca a espera do filme que tem tudo para ser o melhor de 2012.

Spoiler: Para quem não entendeu o final do filme, durante a luta com o Capitão, o Caveira Vermelha pega em sua mão o Cubo Cósmico, uma das arma mais poderosas de todo o universo, e não consegue conter seu poder, sendo assim absorvido pelo cosmo presente no cubo, algo similar com o que acontece com o Loki ao final do filme do Thor, quando ele caí da ponte arco-íris e é absorvido pelo universo. O que permitirá voltar em uma continuação.

Capitão América – O Primeiro Vingador – Nota 3,5/5

23/10/2011 Publicado por | Cinema | , , , , , | Deixe um comentário

Comedias da semana

Semana passada resolvi dar a chance para duas comedias, queria varia um pouco o gênero de filmes que costumo assistir, estou vendo mais filmes de terror e romance, gêneros que não costumo dar muito crédito, e já que estou nessa onda, resolvi dar a oportunidade para duas comedias, comedias que assumo não serem meu gênero preferido, acho os filmes de comedia estupidamente imbecis, apesar de terem algumas obras-primas, como em todo gênero, como os filme ingleses do Monty Phyton, que são comedias inteligentes e sarcásticas, o melhor dele é A Vida de Brian, que é uma dura critica ao sincretismo religioso, A História do Mundo Parte 1 e Spaceballs Tem Um Louco Solto no Espaço, ambos de Mel Brooks, autor bastante inteligente que conseguia pegar os clichês e os transformar em algo irônico e engraçado. Na minha adolescência eu até curtia filmes escatológicos como American Pie, Todo Mundo em Pânico, Porks, etc… mas depois com mais bagagem cinematográfica, esses são exemplos para mim de filmes a serem evitados, ainda mais depois dos filmes que assisti essa semana, um é uma comedia que tenta besta, o outro um filme infantil bobinho, e os filmes me recordaram porque eu devo evitá-los. São eles: Professora Sem Classe e Smurfs.


Professora Sem Classe (Bad Teacher)

Sério mesmo que alguém achou esse filme minimamente engraçado, primeiro, Cameron Diaz tentando fazer papel de objeto sexual hoje é… digamos… o cúmulo do ridículo, a cena onde ela fica de trajes mínimos lavando o carro toda ensaboada é totalmente artificial, o diretor usa uma fotografia para tentar mostras os predicados da atriz, porém se esqueceu de um pequeno detalhe, a mulher é magra pra cacete, sério, não sei como os americanos conseguem achar ela isso tudo, ou eu que sou muito criterioso… Mas voltando a falar do filme, ele passa ao espectador tudo que há de errado na sociedade, a grande lição que tiramos do filme é: “Não importa as coisas erradas que você tenha que fazer, se você conseguir alcançar seus objetivos, tudo, mas absolutamente tudo, vale a pena ser feito, não importando com as pessoas que precisemos passar por cima.” É sério, a personagem principal vivida pela Diaz tem vários desvios de caráter e nenhum deles sofre redenção ao final do filme, ela explora e incrimina uma outra professora apenas porque ela sabia de suas verdadeiras intenções, em resumo, ela é uma aproveitadora, viciada, bulling, um péssimo exemplo para as crianças, já que a classificação do filme é livre (apesar de eu ter visto a versão Unrated que tem classificação 14 anos apenas por causa de um par de seios).

A atuação dos personagens é péssima, da Diaz já não esperava muita coisa, ela nunca atuou bem em filme algum que vi, mas minha maior decepção foi com o Justin Timberlake, o cara é um bom ator, esteve muito bem em Rede Social e está sendo super elogiado no Amizade Colorida, ele no Professora sem Classe, não consegue dar profundidade a um personagem bidimensional que é constantemente boicotado pelo roteiro com falas com a profundidade filosófica de uma xícara de chá. A maioria das suas cenas são absurdas, como quando ele vai para a “cama” com a personagem da Diaz, o que o faz atuar em piloto automático, sem envolvimento algum com a cena, o que o torna deslocado daquele ambiente.  Ah é, me esqueci de falar sobre a genialidade da história, uma professora (Diaz) que não se importa com seus alunos e acha que tudo será resolvido com um implante de silicone nos seios para conquistar o novo professor rico e boboca da escola (Timberlake), a professora resolve juntar dinheiro, e no fim não há redenção nenhuma, ela apenas encontra seu grande amor. FIM.


Smurfs

lalálaláláaaa, Sing a Happy Song!
Assisti Smurfs esperando que ele fosse ao menos divertido, e nem isso o filme consegue ser, a idéia de trazer os Smurfs para a Nova Iorque moderna serve apenas o estúdio arrancar dinheiro dos inúmeros anunciantes que aparecem nos outdoors, banners,e qualquer outra mídia espalhada pela cidade. Por ser um filme infantil não podia esperar nada de bom, mas acho incrível como um ator talentoso como o Hank Azaria (de Friends, Mistery Man) não consegue um papel onde possa mostrar seu talento, só aceitar participar de filmes de qualidade duvidosa, bem, vai ver ele gosta de ser dublador, vai saber. Já a Jayma Mays (a Emma Pillsbury de Glee) é uma fofa, consegue, pelo menos nas cenas onde aparece, cativar um pouco o público e fazer esquece de seus diálogos cheese;

O filme vale mais como um especial nostálgico para quem cresceu vendo Smurfs na Globo do que um filme para passar o tempo, tirando isso, é apenas mais um filme idiota feito para crianças idiotas, como Zé Colméia. Será que as crianças de hoje em dia são tão idiotas assim? Antigamente, não tão antigamente assim, existiam ótimos filmes infantis, A História Sem Fim, Esqueceram de Mim, Caravana da Coragem, etc… hoje temos essas coisas idiotas que não acrescentam em nada na formação da criança.

Notas: Professora Sem Classe 1,5/5
Smurfs 2/5

12/10/2011 Publicado por | Filmes da Semana | , , | Deixe um comentário

Homeland

Finalmente uma estréia de série que confirma todo o hype em seu entorno! Homeland tem tudo para ser o grande drama da temporada!

Homeland é o remake de uma série israelense chamada Hatufim/Prisioneiros de Guerra, e trata da história de  Carrie Mathison (Claire Danes, de Stardust, O Mistério da Estrela e Romeu e Julieta 1996), uma analista de inteligência da CIA convicta de que a Al Qaeda recrutou e reprogramou o Sargento Nicholas Brody (Damian Lewis, de Band of Brothers), que ficou por mais de 8 anos como prisioneiro dos terroristas no Oriente Médio, para cometer um atentado em solo americano, enquanto sua família tenta se re-adaptar a nova situação.

O primeiro episódio brinca com o espírito de paranóia presente na população civil americana pós-11/09, mostrando uma realidade preto no branco, onde os terroristas são de todo mal e os soldados e governo americano são bons, onde sabemos que na vida real não é desse modo, a realidade tem escala de tons em cinza, possivelmente no decorrer do seriado veremos a realidade por trás das conspirações, ou não. Nesse episódio temos uma narrativa bem lenta em determinados pontos, principalmente os focado na família de Brody, justamente para apresentar sua família e a importância deles na história, o destaque nessa parte é para a brasileira Morena Baccarin (A Anna de V, O Confronto Final, a única coisa boa que tinha nessa série), que tem uma ótima atuação (além de mostrar seus peitinhos), ela consegue demonstrar que realmente ama o marido que pensava estar morto além do conflito que sente em torno do “amante,” não apenas a Morena merece destaque, o grande mérito da série são suas atuações, Damian e Claire estão ótimos, conseguem transmitir sinceridade em suas atuações, mas o grande destaque é realmente a Claire, ela tem o início de um surto psicótico fenomenal, transborda emoção e faz com que o espectador sinta pena de sua personagem, o que me deu vontade de abraçar e cuidar dela, para melhora apenas se ela mostrasse os peitos, apesar de ter achado o busto dela um tanto quanto estranho :P Não me alongarei muito para não contar spoiler para quem ainda não viu e pretender ver.

Tenho certeza que Homeland se tornará um sucesso de público, é um drama perfeito, com ótimos personagens, um excelente roteiro, uma direção e fotografia primorosa e para fechar tudo com chave de ouro, uma conspiração envolvente, para quem estava órfão de séries sobre terrorismo como 24 Horas, Homeland é um prato cheio, porem com uma ressalva, não é uma série de ação, e sim de drama, ou seja, uma série onde você terá que pensar. É a Showtime (canal que já nos entregou ótimas séries como Dexter, Weeds, The Tudors e Californication) mostrando que só faz programas com conteúdo, algo raro nos Estados Unidos de hoje, não é a toa que é sucesso de público e crítica.

Homeland, exibida pelo Showtime aos domingos.

04/10/2011 Publicado por | Séries | , , , | 1 Comentário

Lanterna Verde

Bem, por onde começar minha analise? Sério, estou com duvidas, sabe quando algo é tão ruim que você fica horas e horas procurando algo de bom para comentar? Então, é o caso desse filme, então usarei as palavras de um amigo meu, o Ademir: “O melhor do filme é que ele tem apenas 2 horas!” É incrível como nada (ou quase nada) se aproveita nesse filme, apenas para evidenciar o fato, digo que a versão em alta-definição (vi em .mkv 720p) é inimiga do filme, o HD evidencia todos os “defeitos especiais” extremamente falsos, e pelo amor de Deus, que raio de máscara é aquela? Porra!

Pois bem, Lanterna Verde é um dos ícones dos quadrinhos da DC/Time Warner, só perde em popularidade para o Superman, Batman e Mulher-Maravilha. Hal Jordan (Ryan Reynolds) é um piloto de teste de caças da empresa Ferris Airspace, que após um acidente em um teste contra um novo caça não-tripulado é escolhido pelo anel do Lanterna Verde Abin Sur (Temuera Morrison), que ficou mortalmente ferido após um confronto com a entidade Parallax, para substituí-lo, para então virar o novo Lanterna Verde do setor onde a Terra se encontra.

O filme tem vários defeitos, e felizmente, o Reynolds, apesar do que todos pensavam, não é um deles, ele está bem no papel, na parte onde ele ainda é um simples humano, consegue não comprometer o personagem e ter o mínimo de fidelidade em relação ao caráter original do Hal de ser metido e super-confiante além de ter um bom coração, e consegue manter o nível quando vira o super-herói, apesar de ser constantemente boicotado por um roteiro e direção péssimas (pelo amor de Deus, o cara consegue criar qualquer coisa com o anel e para salvar um helicóptero o roteiro me diz que ele tem que construir uma pista de Hot-wheels?!) Quem foi o gênio que escreveu isso, e por que o diretor permitiu uma infantilidade dessas?!?!). Apenas o Reynolds e a cena de dogfight (duelo mano-a-mano entre caças) eu não irei falar mal, o dogfight ficou muito bem filmado e ágil, se o filme terminasse ali, seria um filmão… porem, ele ainda tem mais 100 minutos. O primeiro grande erro do filme é: Um flashback COMPLETO de uma cena que se passou a menos de 10 minutos!!! Sério, será o público de hoje é tão idiota que não consegue se lembrar de uma cena de 10 minutos atrás!!! Apenas isso já demonstra a qualidade da direção de Martin Campbell, que é um bom diretor, afinal, ele fez 007 contra Goldeneye, Cassino Royale e A Máscara de Zorro, mesmo com um roteiro podre ele precisava cometer esse erro primário, o que evidencia os boatos dele ter dado um foda-se para o filme com as várias intervenções dos executivos da Warner.

Como o filme não tem nada que presta, as atuações são ridículas, a edição é nula, a motivação dos personagens é inexistente e os efeitos especiais são um lixo (sério, como é que alguém pode ter achado que aquela máscara photoshapada no rosto ficaria bem?!?) apesar dos milhões investidos, me limitarei apenas a comentar os fatos mais gritantes ao decorrer do filme, e olha… são MUITOS! Então vamos lá: (CONTEM SPOILERS)
-Sério mesmo que o nerd que não tem apoio nenhum do pai e tem inveja do amigo gostosão vai virar o vilão? Alô, isso já era velho quando minha vô era mocinha!
-Puta merda, sério que o Hal aparece como Lanterna Verde no meio da festa onde estava com o mesmo corte de cabelo apenas com uma máscara photoshapada no rosto e ninguém desconfia que é ele? Segunda vez que o filme me chama de burro, a primeira foi no flashback.
-Que merda de dialogo foi aquele com a Carol Ferris (Blake Lively) teve com o Hal na sacada? “-Eu sei que é você porque já te vi nu!” Porra, constrangedor ao extremo!
-Tá de sacanagem que o Sinestro (Mark Strong) usa o escudo do Capitão América, da Marvel concorrente da DC, contra o Hal durante seu treinamento? Porra, deve ter sido algum estagiário engraçadinho, só pode!
-Puta que pariu meu, quem é o gênio que deixa duas crianças circularem em uma área de teste de um novo modelo de caça? Procedimentos de segurança 0, não é a toa que o caça explodiu.
-Porra, o Parallax é tem o tamanho de cobrir um planeta inteiro, e quando vem para a Terra com consegue nem cobrir uma cidade menor que Nova Iorque?
-Ainda falando nele… porra, ele derrota um esquadrão inteiro de Lanternas Verde, é o ultra-foda, o nerd bizarro com apenas uma gotinha de seu sangue consegue derrotar o Hal, é um ser de energia pura do medo… e ainda assim não consegue derrotar o Hal?!?! PQP meu, o Hal é um novato, só faz paradinhas verdes imbecis… e que nos leva para o próximo tópico…
-PORRA, o cara dobra o espaço, cria um buraco de minhoca e saí de um buraco negro para chegar em OA, e NÃO CONSEGUE ESCAPAR DA GRAVIDADE DO SOL SOZINHO?!?!?! Sério mesmo, é muito, mas muito idiota isso, pior foi o Parallax, o bicho é energia pura, e a energia foi queimada pelo Sol, sério, queimada?!?! O cara escapa de um buraco negro, e nem com dois jatos F-23 consegue escapar da gravidade do Sol? Energia não pode ser destruída, Caralho, isso sim que é um roteiro muito bem escrito! Mamãe, o filme ta de bulling comigo, ta me chamando de burro direto, não gostei!!!!
-Os guardiões fazem um anel amarelo, blz, dão ele para o Sinestro ainda no meio do filme para usar contra o Parallax, blz, então porque diabos o anel aparece escondido dentro da bateria central de OA e o Sinestro pegando ele e colocando… e pq diabos o Sinestro resolveu usar o anel amarelo se em momento algum do filme ele ficou mal ou com tendências homicidas? Acho que sou muito burro e não entendi, só pode!
-Estamos no espaço… por que diabos os caças que o Hal criou para fugir do Sol estão queimando oxigênio? Oxigênio no espaço? Aham, senta lá Cláudia.
-E nem vou falar que ele tira o parallax da Terra com um mini-ventilador assoprando dentro do seu corpo… ¬¬’

Acho que vou parar por aqui, ainda tem muitas falhas que prefiro não me lembrar no momento… 2 horas intermináveis de sofrimento, nem quando vi Crepúsculo/Lua Nova sofri tanto assim, esse filme conseguiu me agoniar, perto dele o Batman & Robin é apenas ruim. E o pior, o filme não se pagou nos cinemas, e a Warner quer fazer o segundo para tirar o prejuízo que teve com esse filme… é, mentalidade foda dos executivos. Não o recomendaria para ninguém, bem, talvez para uma criança de 8-10 anos que eu não fosse com a cara, como forma de castigo, é claro.

Lanterna Verde: Nota 0,5/5

02/10/2011 Publicado por | Cinema | , , | Deixe um comentário

Terra Nova

Imagine Parque dos Dinossauros se encontra com a iniciativa Dharma de Lost, eis Terra Nova, a nova série produzida pelo Steven Spielberg. Imaginou? Então aí está ela! Depois de Falling Skies, uma seriezinha meia-boca produzida também pelo Spielberg, não ter conseguido confirmar suas expectativa, o primeiro episódio de Terra Nova mostrou ótimos elementos (que apesar de serem bem mastigados já em outras séries por aí) que podem ser muito bem explorados nessa série de ficção-científica e de mistério, apesar de sua trama altamente idiota.

Vamos lá, início do século 22, a crescente da população mundial chegou a tal ponto que exauriu suas reservas naturais, o que gerou uma extrema poluição e uma queda absurda na qualidade de vida, evidenciado no outdoor logo do inicio de que família com mais de 4 pessoas é igual a extinção, a solução encontrada pelo governo é enviar boa parte da população 85 milhões de anos no passado na época dos dinossauros, para dar esperança de sobrevida a uma população moribunda (nem vou entrar no mérito de quão idiota isso é, porra, afinal enviar a população para ser morta quando o meteoro se chocar com a Terra e matar a todos é de uma inteligência extrema, enfim…), a história é centrada no ex-policial Jim Shannon e na sua esposa Elizabeth Shannon, Jim ainda no séc. 22 foi preso por ter 3 filhos, Josh, Maddy e Zoe, e contou com a ajuda de sua esposa que é médica microbiologista para fugir da cadeia e ir ao projeto Terra Nova no passado, uma comunidade utópica onde todos trabalham em prol dela e para ela, comandada por Nathaniel Taylor, um comandante das forças armadas que tem a missão de proteger a comunidade além de seguir uma agenda ainda oculta.

A série tem muitas virtudes, começando para a qualidade dos efeitos, que para uma série estão ótimos, a forma que o futuro foi retratado foi o grande momento do episódio, parecia uma mistura de Blade Runner com O Quinto Elemento, a motivação dos personagens principais foi mostrado de forma clara e objetivo nos primeiros 15 minutos da série, já na parte do passado, vemos claramente todos os elementos de Parque dos Dinossauros, elementos dos 3 filmes, seja no caminho pela floresta do segundo filme, os brontossauros do primeiro e o Carnossauro do terceiro filme, assim como a comunidade Dharma de Lost, na verdade, na parte do passado, onde toda a série irá se passar, nos dá toda hora aquela impressão de que o que estamos assistindo já foi visto e mastigado, o que corta, e muito, o impacto para o espectador. A atuação dos personagens são boas, apesar de estarem toda hora caindo em clichês atrás de clichês, como o fato do negro morrer primeiro e tal, voltando a falar de Lost, Kelly Marcel e Craig Silverstein, criadores da série, colocaram vários elementos em Terra Nova, que vai desde um dialogo de fluxo temporal, passando pelas pinturas rupestres equacionarias incrustados na rocha, um grupo que remete aos “Outros” além de outros elementos aqui e acolá que ainda devem ser jogados ao longo da primeira temporada.

Fora isso, a série tem muito potencial, e pode ser muito bem trabalhada, gostei bastante do que vi no primeiro episódio, salvo alguns exageros, particularmente achei que seria idiota, levando em conta a trama que já mencionei, mas tive uma grata surpresa na forma que o episódio foi conduzido, o diretor conseguiu colocadas as situações de forma clara e sem muito firula o que deixou os 90 minutos do piloto terem um ritmo bastante ágil. Espero coisa muito boa nos próximos episódios se a série continuar seguindo essa linha, e apostar mais na exploração do mundo desconhecido.

Novamente fico imaginando a conversa do criador da série com o Spielberg, deve ter sido mais ou menos assim: “Se liga, o mundo tá todo fudido, poluído, tipo em Wall-E, mas ao invés de mandar p/espaço, vamos mandar p/passado… no tempo dos dinossauros!! Isso mesmo, dinossauros, aí vai aparecer aquele dino mal do JP3, ele vai ser mal, e lá vai ter uma comunidade hippie, tipo aquele de Lost, aí se liga, colocamos aquelas paradas de mistério e tal que os fãs de Lost gostaram, e vão ficar quebrando a cabeça para se ligar qual é, aí depois temos rebeldes.. isso, rebeldes contra o sistema, isso com os dinos no meio, mto LOCO!” e a resposta do Spielberg: “Hum, parece muito legal, aqui, um cheque em branco e a autorização para usar meu nome! :)

Terra Nova, exibida no Canal Fox nas segundas a noite nos EUA.

28/09/2011 Publicado por | Séries | , , , , , | Deixe um comentário

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